domingo, 30 de dezembro de 2012

Montevidéu: Vale a pena andar de Táxi?

E aí galera!

Antes de falar sobre nosso primeiro passeio em Montevidéu, gostaria de compartilhar com vocês um pequeno erro de planejamento nosso que afetou um pouco a nossa viagem e talvez nos tenha feito gastar mais do que o necessário: a questão da locomoção. Uma viagem de praticamente dois dias (meia sexta, o sábado e meio domingo - veja o roteiro) numa cidade que não é tão grande nos obrigou a pensar em uma estratégia de locomoção mais ágil, ainda que fosse mais cara. A solução – que pelo menos parecia óbvia – foi abusar dos táxis. Parecia ótimo: com o Che Lagarto tão perto das coisas, os poucos passeios de táxi não custariam tão caro e ainda ganharíamos tempo! Mas...

 Nosso transfer do aeroporto pro hotel foi tranquilo. Depois...

Descobrimos na marra que pegar táxi em Montevidéu – pelo menos durante os dias úteis – é bem complicado. Acostumado com a chuva de carros amarelos que acontece no Rio de Janeiro, onde se levanta a mão e um táxi para imediatamente na sua frente, me deparei com uma cidade que, ainda que não tenha trânsito, tem poucos táxis disponíveis e achar um livre é questão de sorte. Levamos 30 minutos pra pegar um táxi pro Palácio Legislativo, que ficava a apenas 5 km do hostel, o que nos fez perder a visita guiada planejada pras 15h. Após chegarmos lá, pegar outro táxi para o próximo destino também foi difícil.

Os táxis raramente param para buscar passageiros nas ramblas (avenidas na orla).

A explicação que me deram por lá é que, diferente do que acontece aqui no Brasil, onde os táxis são particulares, no Uruguai eles são da Prefeitura. Dessa forma, rola um horário de “troca de motorista”, onde os caras não pegam ninguém e voltam pra garagem. E parece que essa troca aconteceu justamente na hora que estávamos precisando do táxi. A boa notícia é que, nos finais de semana, a situação melhora bastante, mas ainda longe do que vemos por aqui. Por exemplo, no sábado, depois que jantamos fora, pedimos para o restaurante nos chamar um táxi por telefone e fomos aconselhados a esperar na rua, pois seria mais rápido. Acabamos indo pro Shopping Punta Carretas, próximo ao restaurante e local lógico de ter um ponto de táxi, mas nos deparamos com uma longa fila.

Nos táxis de rua, o motorista fica separado dos caronas e o dinheiro passa por uma janelinha.

Então minha dica (importante deixar claro que é baseada na nossa experiência por lá) é: numa situação de poucos dias e roteiro cheio, como era a nossa, alugue um carro. É mais ou menos o mesmo custo por menos perrengue. Não estamos condenando o uso do táxi na cidade, claro. Mas com o carro, você ganha liberdade de ir e vir, numa cidade com trânsito tranqüilo, e otimiza seu curto tempo. Claro, se você tiver mais tempo pra aproveitar a cidade, a dica não se aplica: use e abuse dos ônibus – passam toda hora pra todos os lugares e são bem mais em conta.

Mesmo em locais óbvios, como o Shopping Punta Carretas, as filas pro táxi são enormes!

Dada a dica, no próximo post, vamos mostrar um programa bem legal que acabamos não fazendo justamente por causa desse problema, mas que aconselhamos a todos: a visita guiada ao Palácio Legislativo!

Partiu!