segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Montevidéu: Estádio Centenário e Museu do Futebol

E aí galera!

Se tem uma coisa no povo uruguaio que com certeza eu posso comparar com o brasileiro, é a paixão pelo futebol. O Uruguai foi o primeiro campeão da Copa do Mundo (1930), disputada no próprio país, e se sagrou bicampeão em pleno Maracanã (1950) no famoso Maracanazzo, contra o Brasil. Além disso, a Celeste – como é chamada a seleção devido à cor de seu uniforme – é bicampeã olímpica, título que o Brasil, por exemplo, ainda não tem. Soma-se a isso os tradicionais Nacional e Peñarol, principais times do país, que somam 8 títulos da Copa Libertadores, principal campeonato sul-americano de clubes. Tudo isso em um país pequeno e com população quatro vezes menor que a cidade de São Paulo. Realmente, dá pra entender o orgulho deles.

Estádio Centenário: pra quem não entendeu a faixa, o Flamengo foi campeão da Libertadores em 1981 nesse estádio!

E é justamente no palco do primeiro título mundial uruguaio o nosso próximo passeio. O Estádio Centenário, em Montevidéu, é um símbolo do futebol mundial e não poderia passar em branco na nossa viagem. Além do próprio estádio, que hoje tem capacidade para 65.325 torcedores, nele funciona o Museu do Futebol, com diversos itens históricos sobre o futebol uruguaio e mundial – inclusive as taças originais das Copas e as medalhas de ouro olímpicas.

 Entrada do Museu: lojinha e atendentes que falam português!

 Primeiro andar: destaque para Forlán, Suárez e... Loco Abreu? rs

No primeiro andar, notei que há um maior número de objetos que fazem menção a um momento mais atual da seleção uruguaia: destaque para Diego Forlán (eleito melhor jogador da Copa de 2010, na África do Sul), Luis Suarez e – pasmem – El Loco Abreu hahaha... O cara, apesar de não ser nenhum craque, é muito respeitado no país. No segundo andar, rola uma viagem no tempo: desde a formação da seleção uruguaia, passando pelos títulos importantes (com destaque, infelizmente, para a vitória deles em solo brasileiro) e também falando um pouco dos principais clubes do país. O Museu é bem conservado e as exposições todas com placas explicativas, ninguém fica voando.

No segundo andar, uma voltinha ao passado, com várias menções ao Brasil!

É... O Maracanazzo deve ter sido brabo... O principal assunto do Museu!

A entrada para o Museu (que também inclui o acesso ao estádio) pode ser pago em pesos uruguaios, dólares e – surpresa – em reais! Os brasileiros são os principais visitantes do estádio e até mesmo o pessoal da recepção fala português. Por R$11 por pessoa (ou 110 pesos uruguaios), pode-se conhecer os dois andares do Museu e tirar fotos na arquibancada do Centenário, além do acesso à lojinha, claro. Não há visita guiada, mas todos os itens são claramente identificados e a visita fica interessante até mesmo pra quem não curte muito futebol. O estádio fica um pouco mais afastado da Ciudad Vieja: na Av. Dr. Americo Ricaldoni, 11400, mais ou menos 5 km da Plaza Independência. Atenção: o Museu funciona de segunda a sexta, até as 17h!

A Taça Jules Rimet, da Copa do Mundo de 1950, no Brasil.

Já postamos sobre dois destinos mais afastados de Ciudad Vieja (este e o Palácio Legislativo), depois de termos elogiado muito a localização do Che Lagarto. Mas afinal, o que há pra se conhecer nos arredores do albergue? Fiquem ligados no próximo post para mais dicas de Montevidéu!

As já maltratadas pelo tempo medalhas de ouro olímpicas do Uruguai.

Partiu!