terça-feira, 3 de maio de 2016

Recife: Ilha do Retiro

E aí galera!

Nosso tour futebolístico por Recife começou na novíssima Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, palco de Copa do Mundo que recebeu até jogo da Seleção. Entretanto, Recife possui três grandes clubes - o Sport, o Santa Cruz e o Náutico - e cada um com seu estádio próprio. Pude visitar dois deles (a casa do Timbu ficou pra uma próxima) e é sobre eles que falarei neste post e no próximo.

 A casa do Leão da Ilha!

Vou começar com a casa do Sport Clube do Recife, o Estádio Adelmar da Costa Carvalho, a tradicional Ilha do Retiro.


O estádio

Primeiro falemos um pouquinho do dono do estádio. O Sport Clube do Recife, ou simplesmente Sport, foi fundado em 1905 e é um dos mais vencedores clubes do Nordeste. Campeão da Copa do Brasil em 2008 e do Módulo Amarelo da Copa União em 1987 (nem comecem, isso é papo pra mesa de bar), está apenas atrás do Bahia em questão de títulos nacionais na região. O Sport possui a maior torcida de Recife e do estado de Pernambuco, com aproximadamente 26% da preferência do torcedor local, contra 24% do Santa Cruz, segundo no gosto do pernambucano (IBOPE, 2014). Aliás, Pernambuco é o estado nordestino com menor influência de torcidas de fora do estado. Clubes cariocas e paulistas não possuem tanta influência no estado.

Entrada da sede e do estádio.

Seu estádio, a Ilha do Retiro, possui o nome do bairro de Recife onde se situa. Com capacidade para pouco mais de 35 mil pessoas, é apelidado pela torcida de "Bombonilha", em alusão ao estádio do Boca Juniors em Buenos Aires, a Bombonera (que inclusive visitamos, relembre o post). Inaugurado em 1937 num Sport 6x5 Santa Cruz (!!!), passou por cinco remodelações ao longo dos anos até seu estado atual, então não espere algo parecido com a Arena Pernambuco: é "bunda no concreto". Foi um dos estádios sede da Copa do Mundo de 1950, o primeiro do Norte-Nordeste. O complexo do estádio ainda abriga um ginásio, parque aquático, um estaleiro náutico, o clube social, entre outras áreas do clube.

Na fachada, as duas estrelas dos dois títulos nacionais do Sport.

Hoje está em fase de projeto uma remodelação total do estádio, que passará a ser chamado de Arena da Ilha do Retiro. A capacidade aumentará para 46 mil torcedores, com um custo de R$ 750 milhões.


Como arrumar ingressos?

Antes de comprar seu ingresso, esteja familiarizado com os setores do estádio. Existem três setores de arquibancada: o Frontal, o Sede e o do Placar. As torcidas organizadas do Sport tem a tradição de ficar atrás do gol, no setor Arquibancada Sede; as visitantes, no setor Arquibancada Placar. Eu peguei um jogo mais vazio, então decidi ficar na Arquibancada Frontal, que fica no meio do campo e tem ingressos mais baratos do que o setor de cadeiras, que possui cobertura (ideal pra jogos debaixo de chuva). Os demais setores possuem cadeiras, em alguns casos cobertura, mas além de mais caros, são reservados para sócios e sócios-torcedores do Sport.

Setores da Ilha do Retiro. Foto: Diário de Pernambuco.

Escolheu onde quer ver a partida? Informações sobre ingressos para os jogos do Sport, você encontra no site oficial do clube. Normalmente há venda online, mas caso prefira comprar na hora, a bilheteria fica à esquerda do portão principal da Ilha.


Como chegar?

Diferentemente da Arena Pernambuco, que nem em Recife fica, a Ilha do Retiro é bem mais acessível, principalmente pra quem está em Boa Viagem. O estádio fica a aproximadamente 10 km do meio da Av. Boa Viagem, então até mesmo um táxi fica super barato. Mas diversos ônibus passam por lá também. Para procurar as linhas, confira o site da concessionária Grande Recife. Por ser tão perto, até um táxi fica bem acessível. O metrô não atende à região do estádio.


A experiência

Visitei a Ilha do Retiro num Sport 3x2 Paysandu pela Copa do Brasil 2014, jogo com pouco apelo, super tranquilo (e com muitos gols). Comprei meu ingresso na bilheteria ao lado do portão principal. Os arredores me pareceram muito escuro, clima meio esquisito pra quem não conhecia o local. Fui bem rápido: comprei meu ingresso e entrei.

Os espetinhos da morte: sobrevivi.

O jogo foi 19h30, não tão tarde, então deixei pra jantar só depois do jogo. Se o plano é comer lá dentro, ai pode complicar. Fora os ambulantes nas arquibancadas vendendo amendoim e biscoito, a opção de alimentação no setor do estádio em que eu fui ficava debaixo da arquibancada, com uma barraca de espetinhos altamente suspeita. Nem mesmo a nuvem de óleo proveniente da chapa me desencorajou. A fome bateu forte e arrisquei unzinho, graças a Deus deu tudo certo. O estádio é antigo, bem old school mesmo, então não foi nada inesperado. Bom jogo, apesar de pouco público, muitos gols e satisfação garantida pra um doido por futebol que nem eu.

Mesmo com a derrota, o Paysandu acabou se classificando.

Pra quem puder passar um final de semana em Recife, um jogo mais cheio na Ilha do Retiro com certeza será bem divertido.




No próximo post, visitarei o maior estádio de Pernambuco (sim, ainda maior que a Arena Pernambuco), onde a mais fanática torcida do estado (e talvez até mesmo do Nordeste) costumeiramente faz suas festas.

Partiu!