terça-feira, 12 de março de 2013

Santo Domingo: City Tour pela Zona Colonial

E aí galera!

Hoje vamos comentar sobre nosso primeiro passeio fora dos muros do BávaroPrincess, passeio que ironicamente não fica em Punta Cana. Uma preocupação que particularmente tenho quando viajo para o exterior é de trazer na bagagem um pouco da cultura local, da sua história. Como comentamos em posts anteriores, Punta Cana é uma região exclusivamente turística, sem muita coisa pra contar. O mesmo não se pode dizer da capital da República Dominicana, a cidade de Santo Domingo. Por isso, mesmo sendo uma viagem pra se relaxar, encaramos o city-tour.

Tá achando que a Dominicana é só praia é? Tem história também!

Compramos o passeio em uma das empresas que habitam o lobby do Bávaro Princess. A viagem de Punta Cana para Santo Domingo é feita de ônibus (até confortável), com saída por volta de 6h da manhã. A primeira dica é avisar na recepção de seu hotel no dia anterior que você fará esse passeio, para que possam adiantar o seu café da manhã. É complicado comer tanto tão cedo, mas se quiser, também aconselhamos a levar algo na sua mochila: o almoço rola bem tarde, por volta de 15h. Voltando para a viagem, ela costumava durar cerca de 4h, o que inibia os turistas de fazer o passeio, afinal ninguém quer, depois de horas de vôo pra chegar a Punta Cana, encarar mais horas sentado. Recentemente, inauguraram uma estrada que encurtou a viagem para cerca de 2h30, mas pegamos tanto trânsito na ida que acabou levando quase as 4h de antes. Paciência!

No meio do caminho, demos uma paradinha na cidade de La Romana, na lojinha Vina Bambu Shop, onde os gringos caíram dentro dos artesanatos dominicanos – alguns idênticos aos vendidos no hotel. Saia do ônibus pra esticar as pernas e comprar algo se quiser. Senão, continue dormindo – na volta paramos (desnecessariamente) de novo na loja. A notícia boa é que a estrada está em excelentes condições e a viagem é tranqüila. Quando passamos por algo interessante, o guia (inglês/espanhol/português) vai dando as informações interessantes, como a vila de San Pedro de Marcorís.

Vina Bambu Shop, em La Romana

Finalmente chegamos a Santo Domingo! A primeira impressão foi bem parecida com Ciudad de Panamá: uma cidade grande, com aquele caos no trânsito habitual. Entretanto, a capital dominicana é um banho de história e começamos a notar isso na nossa primeira parada por lá: a Zona Colonial. Como grande parte das grandes cidades latinas próximas ao mar, como Montevidéu, Santo Domingo foi uma cidade amuralhada, como forma de se proteger de invasões estrangeiras. Nosso passeio começou entrando no Forte de San Diego, que dá acesso ao L’Alcazar de Colón, edifício histórico que foi moradia de Diego Colón, filho de Cristóbal Colón, que hoje abriga um Museu. Colón... Colón... Cristóbal... Pareceu familiar pra vocês? Pois é, lembram do saudoso Cristóvão Colombo, de nossos antigos livros de História, o camarada que descobriu a América? Descobriu e chegou justamente ali, em Santo Domingo! Opa, parece que Santo Domingo tem mais história pra contar do que pensávamos...

L'Alcazar de Colón: a casa de Diego Colombo em Santo Domingo

A casa de Diego Colón mostra muita coisa sobre a história não só da República Dominicana, mas também de toda colonização espanhola no Caribe. Mesmo sendo um grande prédio, possui alguns cômodos bem pequenos, com portas bem baixas (sofri nesse quesito hehehe), o que poderia tornar a visita uma pequena confusão para grupos muito grandes. Prevendo isso, todos que participam da visita recebem rádios com fones, para ouvir o guia mesmo estando em outro cômodo, então não perdemos nada! Alertamos que há uma escadaria um pouco complicada para idosos nesse passeio. São proibidas fotos com flash.

Plaza de España, vista do Alcazar de Colón.

O Alcazar de Colón fica bem de frente para uma das principais praças de Santo Domingo: a Plaza de España (ou Plaza de La Hispanidad), um enorme espaço para pedestres, dando um ar todo colonial pra região. É ali onde começa a mais antiga rua das Américas: a Calle Las Damas – antigamente chamada Calle de La Fortaleza, que é por onde o city-tour continua. Logo em seu início, chegamos no Museo de Las Casas Reales, um outro grande museu que conta um pouco da história da República Dominicana, desde os tempos das viagens de Colombo, com réplicas de suas embarcações, até o desenvolvimento da economia do país por meio da cultura do café e fumo.
  
Museo de Las Casas Reales

Réplicas dos navios das viagens de Colombo, muito bem cuidado!

Se tem algo que eu curto muito em algumas capitais federais é o fato de, normalmente, estarem estampadas de bandeiras do país local. Mostra o orgulho que aquela gente tem de viver ali. Seguindo pela Calle de Las Damas, chegamos ao meu ponto predileto do tour: o Pantheon da República Dominicana. O prédio abriga os restos mortais dos maiores heróis nacionais de lá e é lindo por dentro: a mistura dos corais que formam as pedras do prédio, com o azul, vermelho e branco das dezenas de bandeiras dominicanas forma uma atmosfera de muito respeito com a história do país. Quando chegamos lá, por sorte, havia uma turma de alunos de um colégio local cantando o hino nacional, foi de arrepiar!

O Pantheon da República Dominicana: lindo!

O local da primeira rua das Américas provavelmente também tem a primeira igreja né? A Catedral Primada de América tem esse título, além de ser considerada patrimônio mundial pela UNESCO em 1990. Abrigou os restos de Cristóvão Colombo por muito tempo e é considerado o principal ponto de toda Zona Colonial dominicana. Bem em frente à Catedral, o Parque Colón com a estátua do descobridor das Américas. Tudo muito bem conservado, muito legal.

A primeira Catedral das Américas: enorme, linda e cheia de história!

Nesse momento, os guias do city-tour liberaram o pessoal pra explorarem a cidade. Por sorte, adentramos a Calle El Conde, a primeira rua comercial das Américas, exclusiva para pedestres, recheada de bandeiras dominicanas! A rua te recebe com um busto de Bartolomeu Colón, irmão de Cristóvão. Já famintos, resolvemos parar no Caffé Borbone para descansar, beber alguma coisa e... Opa! Wi-fi free! Aproveitem, pois é um dos poucos pontos na região onde encontramos. No Parque Colón, indicamos o Hard Rock Café e a loja de artesanatos Felipe e Co., a mais bonita que encontramos em toda viagem!

Calle El Conde: bares, lojas e wi-fi!

Parque Colón e a Catedral ao fundo.

Depois de mais alguns minutos de andanças, finalmente partimos de ônibus pro almoço, no Hotel Magna. Tivemos informações que, em breve, esse hotel será um Sheraton Santo Domingo! Fica a dica pra quem quiser hospedagem boa por lá. Mais uma dica: quando escolher a empresa para fazer o city-tour, pergunte sobre o almoço. Fechamos com essa empresa pois era a única que tinha almoço num hotel – logo era difícil ser roubada.

Todos alimentados e prontos para conhecer mais de Santo Domingo! Mas que post longo esse hein! Bom, como agora vamos sair da Zona Colonial da capital dominicana, vamos dar uma pausa por aqui. Mas fiquem ligados na continuação do city tour em Santo Domingo!

Partiu!