sexta-feira, 4 de abril de 2014

Buenos Aires: Jardim Japonês

E ai galera!

A cultura de um país é formada principalmente pelo seu povo nativo, na grande maioria dos casos. Mas sempre há uma importante parcela formada por imigrantes de diversas partes do mundo. Aqui no Brasil, isso fica muito claro em várias regiões. Como não se lembrar do bairro da Liberdade, em São Paulo, simplesmente um pedacinho do Japão na cidade? A imigração japonesa, muito forte aqui, extrapolou nossas fronteiras e chegou à Argentina no início do século XX, motivada pela II Guerra e oportunidades na emergente nação da época. Essa história continua até hoje, e dela faz parte o lindo Jardim Japonês de Buenos Aires.

Um pedacinho do Japão em Buenos Aires

Tradição na terra do sol nascente, os jardins típicos japoneses (nihon teien) estão espalhados pelo mundo, sempre muito ligados às tradições nipônicas como os chás e o budismo, tudo com aquele cuidado exemplar característico desse povo. Além dessas características, o Jardim Japonês de Buenos Aires, administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonesa, é um local de divulgação do Japão e sua cultura: desde aulas de artes marciais e culinária típica, passando por oficinas de pipas, koinobori (aquelas birutas em forma de carpas) até a típica cerimônia do chá (chanoyu). Há também bibliotecas com literatura japonesa, mangás, enfim, um prato cheio pra quem curte a cultura deles.

Mapa do Jardim Japonês

Interior do pagode onde acontece a cerimônia do chá

O que dizer dos jardins? Impecáveis, recheados de bonsais, cerejeiras, complementando o lindo visual do lago cheio de carpas. O local é extremamente agradável e ainda por cima pegamos um dia lindo. Sei que é difícil confiar em previsão do tempo, mas tente visitar o local num dia de sol: as fotos ficam sensacionais e as cores de tudo ficam ainda mais lindas. Não é a toa que muita gente faz álbuns de fotografia por lá.

Procure visitar o Jardim Japonês num dia ensolarado...

...as fotos ficarão lindas!

O Jardim Japonês funciona diariamente, das 10h-18h, e fica na Casares, 2966, esquina com a Figueroa Alcorta, como dissemos, no bairro Palermo. Por ser mais afastado do Centro e Recoleta, bairros que normalmente os viajantes costumam se hospedar, recomendamos visitar no mesmo dia em que fizerem os passeios para o Rio Tigre ou o Monumental de Nuñez, que ficam pela mesma região. A estação de metrô mais próxima é a Scalabrini Ortiz (Linha D), que fica a uns 30 minutos a pé. As entradas custam A$32, mas menores de 12 anos não pagam. Existe serviço de visitas guiadas aos sábados e domingos, 11h.


No próximo post, vamos conhecer um evento tradicional da capital argentina. Fiquem ligados!

Partiu!