Mostrando postagens com marcador Montevidéu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Montevidéu. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Fonte dos Cadeados

E aí galera!

Estava chegando o final da nossa primeira aventura em terras uruguaias. Era domingo, faltavam poucas horas para nosso vôo e ainda queríamos explorar um pouco mais de Montevidéu e, por que não, fazer um agrado pra Grazi né? Foi pensando nisso que adicionamos em nosso roteiro uma visita à famosa Fuente de Los Candados, ou a Fonte dos Cadeados.

A famosa Fuente de los Candados, ou Fonte dos Cadeados.

Basicamente, o passeio começou mais uma vez no bem localizado Che Lagarto, na PlazaIndependência. Mas, ao contrário dos posts anteriores, ao invés de caminharmos no sentido de Ciudad Vieja, passando pelas peatonais, pegamos a Av. 18 de Julio e fomos desbravar essa região da cidade. A Fonte não era longe, mas pelo caminho encontramos coisas bem interessantes, como o Mercado de los Artesanos, na Plaza Cagancha (ou Plaza Libertad) e seu obelisco, o Palácio Píria (sede da Suprema Corte de Justiça do Uruguai), o Ateneu de Montevidéu, entre outras.

O Ateneu de Montevidéu, na Plaza Cagancha.

A Fuente de los Candados é uma fonte situada na esquina da Av. 18 de Julio com a Calle Yi, a três minutos de caminhada desde a Plaza Cagancha. Conforme diz a placa que existe ali, reza a lenda que “os casais que se amam e que prenderem um cadeado nas grades da fonte com suas iniciais, voltarão para lá juntos e se amarão para todo sempre...” (ownnnn...). Pois foi isso que fizemos! Como já viemos prevenidos, levamos nosso cadeado pro Uruguai, mas obviamente qualquer camelô de rua ali por perto vende cadeados pros visitantes. Não é a fonte mais bonita do mundo, mas a proposta foi legal e nos sentimos convidados a realmente voltar para a cidade numa outra oportunidade! Mas afinal, de onde surgiu essa fonte?

Grazi e nosso cadeado. Será que quando voltarmos, ele ainda estará lá?

Placa com a lenda da Fonte dos Cadeados.

O Restaurante Facal, logo em frente à fonte, instalou a fonte nessa esquina sem nenhum motivo aparente, além de enfeitar a passagem em frente ao local. Com o tempo, os cadeados começaram a aparecer e criou-se a fama, tal como acontece na famosa Ponte Mílvia, em Roma. Desde então, a Fonte dos Cadeados se tornou um destino famoso na cidade, dando fama também ao Facal, onde comemos depois de anexar nosso cadeado lá. A idéia era fazer um lanche reforçado, já que nosso vôo era pouco depois de meio-dia e estávamos preocupados em ficar com fome depois. Fomos aconselhados a pedir as famosas empanadas da casa: são ótimas! O Facal funciona de domingo a quarta-feira (08h até 13h30) e quinta a sábado (8h até 18h). A fonte, claro, está lá com seus cadeados 24 horas por dia.

Nosso lanche com as empanadas do Restaurante Facal.

Após esse passeio romântico, nos restou arrumar as malas e partir de volta para o Brasil. Montevidéu deixou uma impressão muito boa pra gente. Chegamos imaginando uma Buenos Aires menor e menos agitada e encontramos uma capital bem arrumadinha, com um litoral lindo, povo educado, excelentes restaurantes e muitos motivos pra voltarmos. Foi apenas um final de semana, mas que, como vocês puderam acompanhar, renderam vários posts e fotos. Por isso, encorajamos vocês a descobrirem Montevidéu e acreditarem que o Uruguai é muito mais do que as já famosas Colônia de Sacramento e Punta Del Este.

Fiquem ligados no Check-In que começaremos a postar sobre um novo destino em breve!

Partiu!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Pôr-do-Sol em Punta Carretas

E aí galera!

Após visitarmos o Parque Rodó, tão pertinho das ramblas de Montevidéu, resolvemos passear na praia e ver o que tinha de bom por ali. Um dos bairros mais chiques da cidade, Punta Carretas também tem muitas atrações, como ótimos restaurantes (o Francis fica por lá), o Shopping Punta Carretas, um dos maiores da cidade e o já famoso pôr-do-sol de Montevidéu.

 Como visitar Montevidéu e perder um cenário desses??

Mas o que tem de tão especial no descanso do sol em Punta Carretas? Como já debatemos aqui no blog no Post do Ermitão, a cidade de Montevidéu fica bem distante da linha do Equador, aquela que aprendemos na escola que divide a Terra em hemisférios norte e sul. Devido à inclinação do nosso planeta em relação ao sol, essas cidades mais ao sul acabam tendo, dependendo da estação do ano, dias mais longos e, consequentemente, noites mais curtas, fenômeno idêntico ao que acontece em algumas cidades gaúchas, por exemplo. Então chegamos na grande onda do pôr-do-sol na cidade: ele acontecer por volta das 22h!

As ramblas de Montevidéu, já pela noite: praias ainda cheias.

O cenário estava lá: as ramblas de Montevidéu, de onde veríamos o sol praticamente afundar no Rio da Prata (sim, ainda não é o Oceano Atlântico), num dia praticamente sem nuvens. Mas qual seria o melhor ponto para curtir o evento? Depois de muito pesquisar, foi eleito por maioria de votos o Farol de Punta Carretas. Esse farol fica localizado no final da Rambla Presidente Wilson e início da Rambla Mahatma Gandhi, bem ao lado da estação de bombeamento de água da cidade. Além do charme que o próprio farol proporciona, no local existem grandes pedras onde o pessoal pode sentar e admirar o pôr-do-sol, com vista para as praias. Dica boa: em dias quentes, leve repelente! Bom, quanto ao pôr-do-sol em si, as fotos dizem tudo.

O Farol de Punta Carretas, o melhor ponto para curtir o descanso do sol...

É só sentar e curtir o sol, com a cidade ao fundo...

Para chegarmos lá, utilizamos um táxi. Ir a pé é meio furada, pois o Farol fica numa área mais destacada da cidade, o que pede uma boa caminhada pra chegar lá. Pedimos pro taxista esperar uns 10 minutinhos e abusamos das fotos. É verdade: quem visita Montevidéu e pega um tempo bom, tem que fazer esse passeio.

Tirem fotos! Muitas!

E assim termina mais um dia de verão em Montevidéu... Sensacional!

Estamos chegando no final da nossa viagem, mas ainda tivemos tempo pra mais um pequeno passeio no nosso último dia! No próximo post, um destino para os casais apaixonados que visitam Montevidéu!

Partiu!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Parque Rodó

E aí galera!

O Check-In está de volta depois de mais uma viagem espetacular, que obviamente vai render posts pra vocês em breve! Mas ainda não terminamos nossa série de posts sobre Montevidéu então voltemos ao nosso roteiro! Nas postagens anteriores, falamos muito sobre o que o viajante vai encontrar nas redondezas da Plaza Independência e de Ciudad Vieja. Mas agora vamos sair dessa área e ir para um outro bairro, mais próximo das famosas ramblas, as avenidas oceânicas da cidade. Esse bairro preza pelo verde e tem o mesmo nome da principal atração do local: o Parque Rodó.

 Parque Rodó e seu principal monumento.

Uma vasta área de lazer para moradores e visitantes.

O Parque Rodó, que tem esse nome em homenagem ao escritor uruguaio José Enrique Rodó, é um grande parque público de mais de 80 hectares que vai até a rambla Presidente Wilson, de frente pra Playa Ramirez. Ou seja, dá pra sentar confortavelmente na grama debaixo de uma árvore e contemplar o mar ao mesmo tempo. O Parque, além de muito bem cuidado e com diversas cores de flores, também abriga diversos monumentos, como a estátua do pensador Confúcio, bem de frente pro mar, e alguns chafarizes – todos de águas límpidas. Apesar de bem grande, vimos policiamento no local, o que deu uma sensação ainda maior de segurança durante o dia.

Tudo muito bem cuidado e limpo, passeio que vale a pena!

Fuente Le Source, com o mar ao fundo.

Num dia de sol lindo, como o que encontramos quando visitamos o parque, o grande lance é encontrar uma sombrinha, sentar e relaxar ao som dos pássaros e da brisa marítima. Existem vendedores de água e sorvetes andando pelo parque, se necessário.

Rola um xadrez aí, Grazi?

Outra dica importante do Parque Rodó é que, aos domingos, rola uma Feirinha de rua onde se vende de tudo – imagino ser bem parecida com as feirinhas que vimos nas Peatonais de Ciudad Vieja. Visitamos o parque em um sábado, então não pudemos conferir, mas pelo que pesquisamos, vale uma visitinha! Além da tradicional Feirinha, exposições itinerantes também acontecem no Parque. Ao lado do Parque Rodó, há um parque de diversões, que parece só funcionar de noite (fomos pela manhã lá e estava fechado). Bem ao lado, existe a Pizzaria Rodalu, uma opção se bater a fome por lá.

Parque de diversões próximo ao Rodó.

Pra quem curte futebol (meu caso hehehe), também ao lado do Parque Rodó e atrás da Pizzaria Rodalu, está situado o clube do Defensor Sporting, um dos times de futebol da capital, e seu modesto estádio Luis Franzini. Apesar do clube acanhado, volta e meia o Defensor figura na Copa Libertadores, o principal torneio continental de futebol. Pra conhecer o estádio, é só chegar chegando: vimos o portão do clube aberto e fomos entrando hahahaha, enfim, rendeu umas boas fotos. Engraçado que, apesar de acanhado, achamos o estado do gramado muito melhor do que encontramos no Estádio Centenário.

Estádio Luis Franzini, casa do Defensor Sporting.

Mas as belezas naturais de Montevidéu não param aí. No próximo post, vamos falar do que eu considero um programa imperdível na cidade – e um dos meus favoritos, agora no bairro vizinho de Punta Carretas. Fiquem ligados!

Partiu!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Montevidéu: Teatro Solís

E aí galera!

Nos posts anteriores, a gente mostrou pra vocês que se hospedar nos arredores da Plaza Independência, como fizemos ficando no Che Lagarto, tem a grande vantagem de já te deixar bem pertinho de diversas atrações de Montevidéu, como o antigo bairro de Ciudad Vieja. Mas ainda ficou faltando um programa obrigatório pra quem visita a capital uruguaia. É por ali, na Calle Buenos Aires, 652, de frente pra Peatonal Bacacay, que fica o famoso Teatro Solís.

 O Teatro Solís, na noite anterior do passeio...

...e no dia seguinte, com sua linda fachada! 

Diferente do que muitos pensam, o nome do Teatro não vem do enorme sol estampado em sua onipotente fachada: se trata de uma homenagem ao navegador espanhol Juan Diaz de Solís. Como eu sei disso? Ok, poderia ter procurado no Google, mas a verdade é que aproveitamos a visita guiada que o Teatro Solís oferece a seus visitantes. Por 40 pesos uruguaios, e opção de guia falando inglês, espanhol e português (com pouquíssimos traços de portunhol, diga-se), passamos por uma verdadeira aula de história, conhecendo desde o lado de fora do prédio até suas salas mais nobres.

Nossa guia falava (um ótimo) português!

Durante a visita, algumas vezes éramos interrompidos propositalmente por um grupo de dança local que estava se apresentando no Teatro Solís, todos muito simpáticos. Entravam, contavam um pouco da história do ritmo que batucavam e dançavam e iam embora, que figuras!

Olha eles aí!

E tem um pouquinho de Brasil nesse passeio: nas paredes que acompanham as escadarias que levam ao palco principal, estão fotos de peças encenadas no teatro, assinadas por Fernanda Chemale, fotógrafa brasileira. Após as escadarias, conhecemos o Foyer, um local onde aconteciam festas e onde as pessoas descansavam entre os atos das peças e, finalmente, a sala principal do teatro. Linda demais, em formato de ferradura, típico dos teatros italianos, sendo mais uma prova da influência itálica no país. Não vamos entrar em muitos detalhes também né, senão perde a graça quando vocês forem!

As fotografias da brasileira Fernanda Chemale estampam as paredes do Teatro Solís!

Senhoras e Senhores...

...a sala principal do Teatro Solís! Maravilhoso!

Ainda há uma segunda sala, chamada de Caixa Preta, onde rolam peças mais modernas (ou menos clássicas), com arquibancadas retráteis que permitem maior interatividade do público com os atores. No final do passeio, claro, a lojinha com diversos artigos relacionados ao Teatro Solís. Aproveitamos pra comprar um postal de lembrança. As visitas guiadas acontecem sextas e domingos, às 11h, 12h e 16; sábados, às 11h, 12h, 13h e 16h. Dura entre 30 minutos e 1 hora.

A Caixa Preta: menos glamour, mais funcionalidade!

Nossa, mas Montevidéu só acontece nos arredores de Ciudad Vieja? Nada! No próximo post, vamos para um outro bairro da cidade, conhecer um dos maiores parques públicos de Montevidéu. Fiquem ligados pra mais dicas!

* Ficaremos aproximadamente 10 dias viajando, então só teremos novos posts na segunda semana de fevereiro. Mas sempre que pudermos, vamos dar as caras nas nossas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram. Nos acompanhem por lá também!

Partiu!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Montevidéu: Rara Avis e Francis

E aí galera!

Chegou o momento daquele post pra deixar o viajante com água na boca... Quando fizemos o roteiro para Montevidéu e chegamos na hora da escolha dos restaurantes, ficou aquela pergunta: vamos comer barato ou vamos comer bem? Pesquisando na Internet e por meio de dicas de amigos, descobrimos que a capital uruguaia apresenta uma grande quantidade de restaurantes que podemos facilmente colocar entre os melhores do país – e por que não, da América Latina. Quer dizer, se vamos experimentar a tão comentada parrilla (o churrasco deles), vamos comer do melhor né? Resolvemos comer bem e demos sorte nas escolhas!

 Rara Avis: um dos mais chiques (e deliciosos) de Montevidéu!

Que tal um jantar romântico, num ambiente altamente chique situado em um prédio histórico, ao som de uma apresentação ao vivo de uma excelente pianista (que voz maravilhosa!) e, claro, com um bom vinho local e uma comida sem comentários? Parece cena de filme, mas não é. Foi o que encontramos no Rara Avis (Calle Buenos Aires, 652), restaurante anexo ao famoso Teatro Solís. Recomendamos que apareçam lá com a roupa mais chique que tiver na mala e disposto a ter um jantar de alto nível, com tudo que tem direito. O Rara Avis tem de tudo: desde a famosa parrilla até massas e frutos do mar. A carta de vinhos vem em um tablet, tudo muito chique!

 O visual do Rara Avis: poucas luzes sem escuridão, perfeito!

Nossas escolhas: um carpaccio de salmão com salada de folhas verdes, erva-doce e camarões (e que camarões!) grelhados de entrada, nhoque de batata recheado com salmão defumado e creme de camarão para a Grazi e um risotto de calamaretti, camarão e lulas com açafrão pra mim – tudo muito bem servido! Pra finalizar, um Oda a la Manzana, uma sobremesa com maçãs carameladas, molho de sidra e sorvete de creme. Conforme já comentamos em posts anteriores, os preços dos serviços no Uruguai são bem parecidos com o que encontramos no Rio de Janeiro, e a comida se inclui aí. Pra quem viaja low-cost, não é exatamente a melhor opção, mas pra quem não abre mão de uma boa cozinha, é obrigatório!

Música ao vivo! Que piano! Que voz!

Um pouco mais distante de Ciudad Vieja, no maravilhoso bairro de Punta Carretas, fomos em busca da famosa parrilla que não comemos no Rara Avis. Praticamente todos que perguntamos indicaram o Francis (Calle Luis de La Torre, 502), que fica bem próximo ao Shopping Punta Carretas, um dos principais da cidade. Um ambiente bem legal, com opção de mesas na calçada do restaurante, boa variedade de vinhos e, claro, especializado em carnes, como um bom restaurante uruguaio!

O Francis, em Punta Carretas: a melhor parrilla de Montevidéu!

Pra quem foi em busca da famosa parrilla, peça o Trio de Carnes: três diferentes cortes (baby-beef, picanha e matambrito, cada um com um molho diferente) servidos na chapa. Pra um amante de carnes como eu, até emocionou hehehe... Prato lindo e MUITO gostoso, no ponto perfeito que pedi, sensacional! Não tão chegada, a Grazi foi de Lenguado Relleno, em outras palavras, um peixe linguado recheado com mussarela, alcaparras e ervas finas, com molho de limão e frutos do mar – também um absurdo de bom! Os pratos são muito bem servidos, mas ainda deu tempo de finalizarmos com um fondant de chocolate com sorvete de maracujá. Ainda ganhamos, por conta da casa, uma prova de vinho uruguaio numa pequena taça. O atendimento foi espetacular e os garçons entendem algo de português, o que facilita na hora de pedir detalhes sobre os pratos. O Francis é bem mais em conta que o Rara Avis, até por que a proposta é outra, mas valeu muito a pena, principalmente pra quem vai atrás da tradicional carne uruguaia.

O Trio de Carnes do Francis: ESPETACULAR!!!!

Linguado Recheado: bem servido e bom demais!

Pra quem gosta de comer bem – no aspecto qualidade – Montevidéu é literalmente um prato cheio. O Rara Avis e o Francis são dois locais espetaculares, bem servidos, onde fomos muito bem atendidos e facilmente recomendamos pra todo mundo! Esse povo uruguaio sabe comer bem, hein! Fiquem ligados no próximo post, onde falaremos de uma visita guiada muito legal que fizemos, mais uma vez, pertinho do nosso hostel!

Partiu!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Montevidéu: Ciudad Vieja

E aí galera!

Como já cansamos de dizer nos posts anteriores, a grande vantagem de se hospedar nas proximidades da Plaza Independência, em Montevidéu – como fizemos ao ficarmos no Che Lagarto – é a possibilidade de explorar a capital uruguaia em curtos passeios a pé. E assim como qualquer cidade grande, existe aquela região com prédios mais antigos e grandes praças, que carregam vários anos de existência e muita história. Em Montevidéu, essa região é a chamada Ciudad Vieja (ou Cidade Antiga).

 Ciudad Vieja tem muito a oferecer!

Alguém sabe o que é uma peatonal? É uma palavra espanhola que representa ruas exclusivas para pedestres. Em Montevidéu, nas proximidades da Plaza Independência, existem duas Peatonais muito famosas: a Bacacay e a Sarandi. A Peatonal Sarandi, a principal delas, tem início bem de frente para a Puerta de La Ciudadela e, com sua calçada estrelada com nomes de famosos que já visitaram a rua, como Nelson Mandela, se estende até o mar, passando por diversos pontos importantes de Ciudad Vieja e oferecendo uma série de lojas e serviços, além das famosas feirinhas de rua.

Peatonal Sarandi, bem em frente a Puerta de La Ciudadela!

Pela Peatonal Sarandi, chegamos à Plaza Matriz ou Constitución, uma linda e arborizada praça onde se localiza a Basílica Metropolitana de Montevidéu. Estivemos por lá num sábado e estava rolando uma grande feira onde o pessoal vendia de tudo (nada que nos agradasse, é verdade hehe...). A praça, além da igreja, é rodeada de excelentes restaurantes, que te dão a opção de comer dentro do estabelecimento ou debaixo de toldos na própria praça, muito legal. Nós escolhemos o La Corte, bem ambientado e preço justo, gostamos bastante. Eles têm um esquema de prato executivo onde você tem quatro opções + sobremesa + bebida (água, refri, refresco ou uma taça de vinho) por 380 pesos uruguaios. Na Plaza Matriz existe também uma casa de câmbio, pra quem precisar de mais pesos. Passando pela Plaza Matriz, ande mais alguns metros para encontrar, lado a lado, lojas da Havanna – com seu famoso alfajor – e a sorveteria Freddo.

Plaza Constitución: muitas opções de restaurantes e feirinha!

A rua paralela à Peatonal Sarandí é a Calle Rincón, essa para carros. Seguindo por ela ainda é possível conhecer o Museu Histórico Nacional (funcionamento apenas de segunda a sexta, em horário comercial) e a Plaza Zabala, mais um ponto arborizado em meio de Ciudad Vieja. Lá há a opção do Urbani Pub pra quem quiser sentar e comer alguma coisa ou tomar uma cerveja.

Basílica Metropolitana de Montevidéu

Restaurante La Corte: tradicional parrilla uruguaia e preço justo!

Já a Peatonal Bacacay, que é a primeira transversal da Sarandi e vai até a frente do Teatro Solís, na Calle Buenos Aires, é uma rua bem menor que a Sarandi, mas também é bem charmosa: existem vários restaurantes e bares, com destaque para o Café Bacacay e o Panini’s que estava em nosso roteiro, mas não estava aberto para almoço no sábado, o que achamos estranho – foi até o motivo de termos almoçado no La Corte, na Plaza Constitución – entretanto é bem recomendado.

Passeando pela Peatonal Bacacay...

A segunda transversal da Peatonal Sarandí, paralela à Peatonal Bacacay, é a Calle Bartolomé Mitre. Essa é a rua boêmia de Ciudad Vieja: os bares e pubs, com mesas internas ou nas calçadas, tomam conta e ótimas opções não faltam. Os pontos mais famosos são o The Shannon Irish Pub, ElPony Pisador, Viejo Mitre e o El Bar Choperia, onde paramos pra tomar uma litrão de Pilsen (120 pesos uruguaios).

Tomando uma cervejinha uruguaia no El Bar...

Um passeio muito agradável, com muitas atrações e muitos bares e restaurantes. Tudo a pé – e não é nenhuma maratona! Reserve ao menos uma manhã ou uma tarde para conhecer Ciudad Vieja, por que vale muito a pena! Falamos muito de passeios, mas esse pessoal do Check-In não come? Fiquem ligados no próximo post, vamos mostrar um dos melhores restaurantes de Montevidéu!

Partiu!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Montevidéu: Plaza Independencia

E aí galera!

Como comentamos no post sobre o CheLagarto, o hostel em que ficamos em Montevidéu, nós elogiamos muito a localização do mesmo: em plena Plaza Independencia. Mas afinal, o que tem nesse local da cidade que faz esse ponto tão especial?

Uma geral da mais importante praça de Montevidéu.

A Plaza Independência, inaugurada em 1840, é a mais importante praça da cidade. Fica em uma região central de Montevidéu bem próxima da chamada Ciudad Vieja, que como o nome sugere, abrange as primeiras construções da cidade. A praça tem grande significado histórico: os principais movimentos populares que culminaram na independência uruguaia aconteceram nesse local. Diferente do que vemos em muitas praças pelo Brasil, mesmo sendo em uma região central, o local é bem seguro, policiado e limpo, dando muita tranqüilidade para os visitantes.

 O grande monumento a Artigas, principal herói do Uruguai.

Em 1882, foi construído o principal monumento da praça: uma enorme estátua chamada “A Epopéia de Artigas”, em homenagem ao herói nacional. Já em 1974, foi construído um lindo Mausoléu subterrâneo, todo em granito, onde jazem os restos mortais de Artigas, sempre vigiados por dois soldados da guarda uruguaia. Não se assuste quando chegar na entrada do Mausoléu: o local é bem escuro e MUITO silencioso, ficamos até meio com medo de ser proibida a entrada hehehe... Nas paredes, datas importantes na vida do General Artigas.

O Mausoléu e a arca com o restos mortais de Artigas: chega a ser misterioso...

Outro ponto de destaque da praça é a Puerta de La Ciudadela (Portal da Cidadela), que é um grande portal em granito que representa a época, ainda colonial, em que a cidade era muralhada e, desta forma, se protegia contra invasores estrangeiros. Era a única entrada da cidade. Evidentemente, Montevidéu derrubou seus muros e hoje conta apenas com o portal, que antigamente representava uma barreira, hoje parece mais um sinal de boas vindas!

Puerta de La Ciudadela, antiga entrada da antiga e muralhada Montevidéu.

O Uruguai teve uma época literalmente de ouro, onde o país era considerado um paraíso fiscal e, dessa forma, sobravam investimentos para construções mais pomposas. O Palácio Salvo, inaugurado em 1928, era o edifício mais alto de toda América do Sul, com seus 27 pisos e 95 metros. Hoje o Palácio funciona como um edifício comercial, e não é aberto para visitas, entretanto é possível contemplar seu estilo ao ser avistado da Plaza Independência.

Palácio Salvo: o mais alto da América do Sul na época.

Dentre tantas construções antigas, destaca-se a Torre Executiva (ou Ejecutiva). Inaugurado em 2009, é a sede do Poder Judiciário uruguaio e também tem alguns andares ocupados pela Presidência da República. O edifício não tem visitação, mas existem algumas exposições no térreo que valem umas fotos!

Torre Ejecutiva: um pouco de modernidade no meio de tanta história.

Voltando ao passado, o Palácio Estevez, bem ao lado da Torre Ejecutiva, é a antiga sede presidencial do Uruguai. Desde 1999, o edifício abriga um Museu: o Museo de La Casa de Gobierno. Em 2009, o nome do palácio mudou para Edifício José Artigas, em mais uma homenagem ao herói nacional. Fica aberto para visitação de segunda a sexta, das 10h até as 17h.

Palácio Estevez: hoje abriga o Museo de La Casa de Gobierno.

Ufa! E olha que não saímos da Plaza Independência ainda! No próximo post, vamos falar das Peatonais, ruas exclusivas para pedestres recheadas de atrações, e mais destinos em Ciudad Vieja (tudo ainda bem próximo do Che Lagarto)! Fiquem ligados!

Partiu!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Montevidéu: Estádio Centenário e Museu do Futebol

E aí galera!

Se tem uma coisa no povo uruguaio que com certeza eu posso comparar com o brasileiro, é a paixão pelo futebol. O Uruguai foi o primeiro campeão da Copa do Mundo (1930), disputada no próprio país, e se sagrou bicampeão em pleno Maracanã (1950) no famoso Maracanazzo, contra o Brasil. Além disso, a Celeste – como é chamada a seleção devido à cor de seu uniforme – é bicampeã olímpica, título que o Brasil, por exemplo, ainda não tem. Soma-se a isso os tradicionais Nacional e Peñarol, principais times do país, que somam 8 títulos da Copa Libertadores, principal campeonato sul-americano de clubes. Tudo isso em um país pequeno e com população quatro vezes menor que a cidade de São Paulo. Realmente, dá pra entender o orgulho deles.

Estádio Centenário: pra quem não entendeu a faixa, o Flamengo foi campeão da Libertadores em 1981 nesse estádio!

E é justamente no palco do primeiro título mundial uruguaio o nosso próximo passeio. O Estádio Centenário, em Montevidéu, é um símbolo do futebol mundial e não poderia passar em branco na nossa viagem. Além do próprio estádio, que hoje tem capacidade para 65.325 torcedores, nele funciona o Museu do Futebol, com diversos itens históricos sobre o futebol uruguaio e mundial – inclusive as taças originais das Copas e as medalhas de ouro olímpicas.

 Entrada do Museu: lojinha e atendentes que falam português!

 Primeiro andar: destaque para Forlán, Suárez e... Loco Abreu? rs

No primeiro andar, notei que há um maior número de objetos que fazem menção a um momento mais atual da seleção uruguaia: destaque para Diego Forlán (eleito melhor jogador da Copa de 2010, na África do Sul), Luis Suarez e – pasmem – El Loco Abreu hahaha... O cara, apesar de não ser nenhum craque, é muito respeitado no país. No segundo andar, rola uma viagem no tempo: desde a formação da seleção uruguaia, passando pelos títulos importantes (com destaque, infelizmente, para a vitória deles em solo brasileiro) e também falando um pouco dos principais clubes do país. O Museu é bem conservado e as exposições todas com placas explicativas, ninguém fica voando.

No segundo andar, uma voltinha ao passado, com várias menções ao Brasil!

É... O Maracanazzo deve ter sido brabo... O principal assunto do Museu!

A entrada para o Museu (que também inclui o acesso ao estádio) pode ser pago em pesos uruguaios, dólares e – surpresa – em reais! Os brasileiros são os principais visitantes do estádio e até mesmo o pessoal da recepção fala português. Por R$11 por pessoa (ou 110 pesos uruguaios), pode-se conhecer os dois andares do Museu e tirar fotos na arquibancada do Centenário, além do acesso à lojinha, claro. Não há visita guiada, mas todos os itens são claramente identificados e a visita fica interessante até mesmo pra quem não curte muito futebol. O estádio fica um pouco mais afastado da Ciudad Vieja: na Av. Dr. Americo Ricaldoni, 11400, mais ou menos 5 km da Plaza Independência. Atenção: o Museu funciona de segunda a sexta, até as 17h!

A Taça Jules Rimet, da Copa do Mundo de 1950, no Brasil.

Já postamos sobre dois destinos mais afastados de Ciudad Vieja (este e o Palácio Legislativo), depois de termos elogiado muito a localização do Che Lagarto. Mas afinal, o que há pra se conhecer nos arredores do albergue? Fiquem ligados no próximo post para mais dicas de Montevidéu!

As já maltratadas pelo tempo medalhas de ouro olímpicas do Uruguai.

Partiu!