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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Colonia del Sacramento: Bairro Histórico

E aí galera!

No último post, vimos como fechar o passeio para Colonia del Sacramento partindo de Buenos Aires. Escolhemos a empresa Buquebus para fazer a travessia do Rio da Prata e chegarmos na cidade uruguaia. Hoje, vamos mostrar o que Colonia tem a oferecer e o que vimos por lá. Afinal, por que o interesse em conhecer essa pequena cidade do sul do Uruguai?

Pórtico do Bairro Histórico

Colonia del Sacramento, diferente da esmagadora maioria das cidades da América Latina que possuem colonização espanhola, foi fundada por portugueses em 1680. Depois de uma série de eventos históricos, a região passou por domínios de Espanha, Portugal e Brasil até finalmente ser incorporada ao Uruguai, quando este declarou sua independência, em 1828. Todas essas culturas contribuíram para a atual cidade, o que já a torna bem especial, tanto que é declarada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

A Basílica do Santíssimo Sacramento, símbolo da cidade.

Depois dessa pequena aula de história, vamos à cidade. Como dissemos no post anterior, não compramos a integração do Buquebus que dava direito a um ônibus em Colonia. Como só teríamos um dia na cidade, decidimos focar no que a cidade tinha de mais importante ao invés de passar voado pelos pontos de interesse num ônibus. Isso foi bom e ruim. Bom por que focamos a visita no Bairro Histórico, que é lindo demais, e ruim por que fizemos uma boa caminhada desde o porto até lá – saindo do porto pela esquerda, quase 1 km pela Calle Odriozola, por onde passamos por um Centro de Informações Turísticas e nos municiamos de mapas (que ajudaram MUITO). Pra quem preferir, no porto, há aluguel de carros elétricos e motos. Não se esqueça de trocar alguns pesos uruguaios para qualquer emergência (não precisa ser muito, acho que uns R$50 por casal é suficiente, já que muitos estabelecimentos aceitam pesos argentinos e até reais).

Cada ruela do Bairro Histórico tem uma surpresa...

Ao final da Calle Odriozola, já damos de cara em uma das muralhas que protegiam Colonia e, entrando numa ruela à direita, chegamos ao imponente pórtico do Bairro Histórico, onde efetivamente começava o passeio. As casas coloniais, as ruas em paralelepípedo, calçadas floridas e sua principal praça, a Plaza Mayor, se misturam com ruínas antigas, num visual muito legal. Tudo muito limpo e bem cuidado.

Dentre as atrações do Bairro Histórico, podemos destacar a Galeria de los Suspiros (uma rua com diversas galerias de artesanatos, que termina de frente pro mar, e que reza a lenda quem sobe e desce a rua três vezes nunca mais terá problemas amorosos!), a Plaza Mayor, o Museo Portugues e a Basílica del Santíssimo Sacramento.

Subindo e descendo a Galeria de los Suspiros...

Mas talvez o grande símbolo da cidade seja mesmo o Faro de Colonia del Sacramento, um lindo farol que dá visão do mar e de todo Bairro Histórico (pela bagatela de 15 pesos uruguaios). É uma boa subida, mas vale a vista. Mas não se limite a esses pontos: as pequenas ruas do Bairro Histórico guardam algumas surpresas bem legais.

O Faro de Colonia del Sacramento...

...as curtas escadarias...

...e um pouco do visual lá do alto!

Nosso almoço foi na Pulperia de Los Faroles, na Plaza Mayor, ao som dos pássaros que tomam a praça e regada a cerveja Patricia, uruguaia. O restaurante tem diversas opções de massas e, claro, carnes, muito bom – apesar de um pouco demorado. Como informado antes, eles aceitam todo tipo de cartão de crédito e até mesmo reais ou pesos argentinos. Bem próximo ao Farol, há um Freddo pra quem quiser descansar depois do passeio.

 Pulperia de Los Faroles, uma ótima opção para almoçar.

Ao final da tarde, voltamos ao porto e, de lá, para Buenos Aires. A dica da ida também vale pra volta: chegue com alguma antecedência, por que os trâmites burocráticos demoram mesmo!


Nossa viagem para Buenos Aires está chegando ao fim. No próximo post, nosso último testemunho sobre a capital argentina (até que voltemos lá)!

Partiu!

sábado, 10 de maio de 2014

Colonia del Sacramento: saindo de Buenos Aires

E aí galera!

Nossa viagem por Buenos Aires continua... saindo de Buenos Aires! Uma das ótimas opções de passeios pra quem está na capital argentina é atravessar o Rio da Prata e passar o dia no país vizinho, o Uruguai, mais precisamente numa cidadezinha muito gostosa chamada Colonia del Sacramento. Mas calma: as atrações de Colonia ficam pro próximo post. Hoje, vamos dar uma ideia de como fazer esse passeio partindo de Buenos Aires: as opções, onde comprar e outros detalhes.

 Chegamos cedinho pra viagem!

A maneira típica de chegar em Colonia a partir de Buenos Aires é mesmo atravessando o Rio da Prata (que é um baita rio). Pra quem está em Montevidéu, a opção é uma viagem de 2h30 aproximadamente de ônibus. Basicamente existem três empresas que fazem o trajeto aquático desde Buenos Aires: a Buquebus, Colonia Express e Seacat. A primeira é a clássica e fomos por ela. Se quiserem uma comparação bem detalhada das três empresas, não tem post melhor do que o do Ricardo Freire no Viaje na Viagem. Nesse post, vamos falar de como fechamos o passeio pelo Buquebus.

O catamarã da Buquebus que faz a travessia.

A Buquebus é a maior dessas três empresas e a que tem mais horários, além de também ser a única que pode levar carros. O site deles é auto-explicativo e você pode fazer sua compra por lá com antecedência – o que não foi nosso caso. Como bons brasileiros, decidimos tudo em cima da hora e tivemos que ir para a loja da Buquebus no Centro de Buenos Aires (Av. Córdoba, 867), onde fechamos tudo rapidinho. Os preços são como os de passagens aéreas: variam bastante, há tarifas promocionais e comprar com antecedência sempre é uma boa opção. Há opção de comprar a passagem junto com uma integração, de modo que você pode pegar um ônibus quando chegar em Colonia del Sacramento.

As filas ainda estavam pequenas! Cheguem cedo!

A saída dos enormes catamarãs acontece em Puerto Madero, na parte norte (veja o mapa no final do post), num prédio muito bonito. Recomenda-se chegar com, no mínimo, uma hora de antecedência: pegamos grandes filas (várias grandes filas) mesmo com passagens já compradas e há todo um trâmite burocrático antes do embarque, afinal, estamos mudando de país, e acertar a papelada leva algum tempo. A travessia levou pouco mais de uma hora e é bem tranquila: balança pouco, há lojas com comida e até um free shopping – onde acabamos não comprando nada, pois deixamos pra comprar no aeroporto de Ezeiza.

A viagem é bem confortável.

ATENÇÃO: É obrigatório levar sua identidade e o visto da imigração, que você recebe quando chega na Argentina (ou então seu passaporte, com o carimbo do visto). Sem ele, você não consegue sair do país.


No próximo post, tudo que vimos nesse day-trip em Colonia del Sacramento!

Partiu!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Fonte dos Cadeados

E aí galera!

Estava chegando o final da nossa primeira aventura em terras uruguaias. Era domingo, faltavam poucas horas para nosso vôo e ainda queríamos explorar um pouco mais de Montevidéu e, por que não, fazer um agrado pra Grazi né? Foi pensando nisso que adicionamos em nosso roteiro uma visita à famosa Fuente de Los Candados, ou a Fonte dos Cadeados.

A famosa Fuente de los Candados, ou Fonte dos Cadeados.

Basicamente, o passeio começou mais uma vez no bem localizado Che Lagarto, na PlazaIndependência. Mas, ao contrário dos posts anteriores, ao invés de caminharmos no sentido de Ciudad Vieja, passando pelas peatonais, pegamos a Av. 18 de Julio e fomos desbravar essa região da cidade. A Fonte não era longe, mas pelo caminho encontramos coisas bem interessantes, como o Mercado de los Artesanos, na Plaza Cagancha (ou Plaza Libertad) e seu obelisco, o Palácio Píria (sede da Suprema Corte de Justiça do Uruguai), o Ateneu de Montevidéu, entre outras.

O Ateneu de Montevidéu, na Plaza Cagancha.

A Fuente de los Candados é uma fonte situada na esquina da Av. 18 de Julio com a Calle Yi, a três minutos de caminhada desde a Plaza Cagancha. Conforme diz a placa que existe ali, reza a lenda que “os casais que se amam e que prenderem um cadeado nas grades da fonte com suas iniciais, voltarão para lá juntos e se amarão para todo sempre...” (ownnnn...). Pois foi isso que fizemos! Como já viemos prevenidos, levamos nosso cadeado pro Uruguai, mas obviamente qualquer camelô de rua ali por perto vende cadeados pros visitantes. Não é a fonte mais bonita do mundo, mas a proposta foi legal e nos sentimos convidados a realmente voltar para a cidade numa outra oportunidade! Mas afinal, de onde surgiu essa fonte?

Grazi e nosso cadeado. Será que quando voltarmos, ele ainda estará lá?

Placa com a lenda da Fonte dos Cadeados.

O Restaurante Facal, logo em frente à fonte, instalou a fonte nessa esquina sem nenhum motivo aparente, além de enfeitar a passagem em frente ao local. Com o tempo, os cadeados começaram a aparecer e criou-se a fama, tal como acontece na famosa Ponte Mílvia, em Roma. Desde então, a Fonte dos Cadeados se tornou um destino famoso na cidade, dando fama também ao Facal, onde comemos depois de anexar nosso cadeado lá. A idéia era fazer um lanche reforçado, já que nosso vôo era pouco depois de meio-dia e estávamos preocupados em ficar com fome depois. Fomos aconselhados a pedir as famosas empanadas da casa: são ótimas! O Facal funciona de domingo a quarta-feira (08h até 13h30) e quinta a sábado (8h até 18h). A fonte, claro, está lá com seus cadeados 24 horas por dia.

Nosso lanche com as empanadas do Restaurante Facal.

Após esse passeio romântico, nos restou arrumar as malas e partir de volta para o Brasil. Montevidéu deixou uma impressão muito boa pra gente. Chegamos imaginando uma Buenos Aires menor e menos agitada e encontramos uma capital bem arrumadinha, com um litoral lindo, povo educado, excelentes restaurantes e muitos motivos pra voltarmos. Foi apenas um final de semana, mas que, como vocês puderam acompanhar, renderam vários posts e fotos. Por isso, encorajamos vocês a descobrirem Montevidéu e acreditarem que o Uruguai é muito mais do que as já famosas Colônia de Sacramento e Punta Del Este.

Fiquem ligados no Check-In que começaremos a postar sobre um novo destino em breve!

Partiu!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Pôr-do-Sol em Punta Carretas

E aí galera!

Após visitarmos o Parque Rodó, tão pertinho das ramblas de Montevidéu, resolvemos passear na praia e ver o que tinha de bom por ali. Um dos bairros mais chiques da cidade, Punta Carretas também tem muitas atrações, como ótimos restaurantes (o Francis fica por lá), o Shopping Punta Carretas, um dos maiores da cidade e o já famoso pôr-do-sol de Montevidéu.

 Como visitar Montevidéu e perder um cenário desses??

Mas o que tem de tão especial no descanso do sol em Punta Carretas? Como já debatemos aqui no blog no Post do Ermitão, a cidade de Montevidéu fica bem distante da linha do Equador, aquela que aprendemos na escola que divide a Terra em hemisférios norte e sul. Devido à inclinação do nosso planeta em relação ao sol, essas cidades mais ao sul acabam tendo, dependendo da estação do ano, dias mais longos e, consequentemente, noites mais curtas, fenômeno idêntico ao que acontece em algumas cidades gaúchas, por exemplo. Então chegamos na grande onda do pôr-do-sol na cidade: ele acontecer por volta das 22h!

As ramblas de Montevidéu, já pela noite: praias ainda cheias.

O cenário estava lá: as ramblas de Montevidéu, de onde veríamos o sol praticamente afundar no Rio da Prata (sim, ainda não é o Oceano Atlântico), num dia praticamente sem nuvens. Mas qual seria o melhor ponto para curtir o evento? Depois de muito pesquisar, foi eleito por maioria de votos o Farol de Punta Carretas. Esse farol fica localizado no final da Rambla Presidente Wilson e início da Rambla Mahatma Gandhi, bem ao lado da estação de bombeamento de água da cidade. Além do charme que o próprio farol proporciona, no local existem grandes pedras onde o pessoal pode sentar e admirar o pôr-do-sol, com vista para as praias. Dica boa: em dias quentes, leve repelente! Bom, quanto ao pôr-do-sol em si, as fotos dizem tudo.

O Farol de Punta Carretas, o melhor ponto para curtir o descanso do sol...

É só sentar e curtir o sol, com a cidade ao fundo...

Para chegarmos lá, utilizamos um táxi. Ir a pé é meio furada, pois o Farol fica numa área mais destacada da cidade, o que pede uma boa caminhada pra chegar lá. Pedimos pro taxista esperar uns 10 minutinhos e abusamos das fotos. É verdade: quem visita Montevidéu e pega um tempo bom, tem que fazer esse passeio.

Tirem fotos! Muitas!

E assim termina mais um dia de verão em Montevidéu... Sensacional!

Estamos chegando no final da nossa viagem, mas ainda tivemos tempo pra mais um pequeno passeio no nosso último dia! No próximo post, um destino para os casais apaixonados que visitam Montevidéu!

Partiu!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Montevidéu: Parque Rodó

E aí galera!

O Check-In está de volta depois de mais uma viagem espetacular, que obviamente vai render posts pra vocês em breve! Mas ainda não terminamos nossa série de posts sobre Montevidéu então voltemos ao nosso roteiro! Nas postagens anteriores, falamos muito sobre o que o viajante vai encontrar nas redondezas da Plaza Independência e de Ciudad Vieja. Mas agora vamos sair dessa área e ir para um outro bairro, mais próximo das famosas ramblas, as avenidas oceânicas da cidade. Esse bairro preza pelo verde e tem o mesmo nome da principal atração do local: o Parque Rodó.

 Parque Rodó e seu principal monumento.

Uma vasta área de lazer para moradores e visitantes.

O Parque Rodó, que tem esse nome em homenagem ao escritor uruguaio José Enrique Rodó, é um grande parque público de mais de 80 hectares que vai até a rambla Presidente Wilson, de frente pra Playa Ramirez. Ou seja, dá pra sentar confortavelmente na grama debaixo de uma árvore e contemplar o mar ao mesmo tempo. O Parque, além de muito bem cuidado e com diversas cores de flores, também abriga diversos monumentos, como a estátua do pensador Confúcio, bem de frente pro mar, e alguns chafarizes – todos de águas límpidas. Apesar de bem grande, vimos policiamento no local, o que deu uma sensação ainda maior de segurança durante o dia.

Tudo muito bem cuidado e limpo, passeio que vale a pena!

Fuente Le Source, com o mar ao fundo.

Num dia de sol lindo, como o que encontramos quando visitamos o parque, o grande lance é encontrar uma sombrinha, sentar e relaxar ao som dos pássaros e da brisa marítima. Existem vendedores de água e sorvetes andando pelo parque, se necessário.

Rola um xadrez aí, Grazi?

Outra dica importante do Parque Rodó é que, aos domingos, rola uma Feirinha de rua onde se vende de tudo – imagino ser bem parecida com as feirinhas que vimos nas Peatonais de Ciudad Vieja. Visitamos o parque em um sábado, então não pudemos conferir, mas pelo que pesquisamos, vale uma visitinha! Além da tradicional Feirinha, exposições itinerantes também acontecem no Parque. Ao lado do Parque Rodó, há um parque de diversões, que parece só funcionar de noite (fomos pela manhã lá e estava fechado). Bem ao lado, existe a Pizzaria Rodalu, uma opção se bater a fome por lá.

Parque de diversões próximo ao Rodó.

Pra quem curte futebol (meu caso hehehe), também ao lado do Parque Rodó e atrás da Pizzaria Rodalu, está situado o clube do Defensor Sporting, um dos times de futebol da capital, e seu modesto estádio Luis Franzini. Apesar do clube acanhado, volta e meia o Defensor figura na Copa Libertadores, o principal torneio continental de futebol. Pra conhecer o estádio, é só chegar chegando: vimos o portão do clube aberto e fomos entrando hahahaha, enfim, rendeu umas boas fotos. Engraçado que, apesar de acanhado, achamos o estado do gramado muito melhor do que encontramos no Estádio Centenário.

Estádio Luis Franzini, casa do Defensor Sporting.

Mas as belezas naturais de Montevidéu não param aí. No próximo post, vamos falar do que eu considero um programa imperdível na cidade – e um dos meus favoritos, agora no bairro vizinho de Punta Carretas. Fiquem ligados!

Partiu!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Montevidéu: Teatro Solís

E aí galera!

Nos posts anteriores, a gente mostrou pra vocês que se hospedar nos arredores da Plaza Independência, como fizemos ficando no Che Lagarto, tem a grande vantagem de já te deixar bem pertinho de diversas atrações de Montevidéu, como o antigo bairro de Ciudad Vieja. Mas ainda ficou faltando um programa obrigatório pra quem visita a capital uruguaia. É por ali, na Calle Buenos Aires, 652, de frente pra Peatonal Bacacay, que fica o famoso Teatro Solís.

 O Teatro Solís, na noite anterior do passeio...

...e no dia seguinte, com sua linda fachada! 

Diferente do que muitos pensam, o nome do Teatro não vem do enorme sol estampado em sua onipotente fachada: se trata de uma homenagem ao navegador espanhol Juan Diaz de Solís. Como eu sei disso? Ok, poderia ter procurado no Google, mas a verdade é que aproveitamos a visita guiada que o Teatro Solís oferece a seus visitantes. Por 40 pesos uruguaios, e opção de guia falando inglês, espanhol e português (com pouquíssimos traços de portunhol, diga-se), passamos por uma verdadeira aula de história, conhecendo desde o lado de fora do prédio até suas salas mais nobres.

Nossa guia falava (um ótimo) português!

Durante a visita, algumas vezes éramos interrompidos propositalmente por um grupo de dança local que estava se apresentando no Teatro Solís, todos muito simpáticos. Entravam, contavam um pouco da história do ritmo que batucavam e dançavam e iam embora, que figuras!

Olha eles aí!

E tem um pouquinho de Brasil nesse passeio: nas paredes que acompanham as escadarias que levam ao palco principal, estão fotos de peças encenadas no teatro, assinadas por Fernanda Chemale, fotógrafa brasileira. Após as escadarias, conhecemos o Foyer, um local onde aconteciam festas e onde as pessoas descansavam entre os atos das peças e, finalmente, a sala principal do teatro. Linda demais, em formato de ferradura, típico dos teatros italianos, sendo mais uma prova da influência itálica no país. Não vamos entrar em muitos detalhes também né, senão perde a graça quando vocês forem!

As fotografias da brasileira Fernanda Chemale estampam as paredes do Teatro Solís!

Senhoras e Senhores...

...a sala principal do Teatro Solís! Maravilhoso!

Ainda há uma segunda sala, chamada de Caixa Preta, onde rolam peças mais modernas (ou menos clássicas), com arquibancadas retráteis que permitem maior interatividade do público com os atores. No final do passeio, claro, a lojinha com diversos artigos relacionados ao Teatro Solís. Aproveitamos pra comprar um postal de lembrança. As visitas guiadas acontecem sextas e domingos, às 11h, 12h e 16; sábados, às 11h, 12h, 13h e 16h. Dura entre 30 minutos e 1 hora.

A Caixa Preta: menos glamour, mais funcionalidade!

Nossa, mas Montevidéu só acontece nos arredores de Ciudad Vieja? Nada! No próximo post, vamos para um outro bairro da cidade, conhecer um dos maiores parques públicos de Montevidéu. Fiquem ligados pra mais dicas!

* Ficaremos aproximadamente 10 dias viajando, então só teremos novos posts na segunda semana de fevereiro. Mas sempre que pudermos, vamos dar as caras nas nossas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram. Nos acompanhem por lá também!

Partiu!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Montevidéu: Rara Avis e Francis

E aí galera!

Chegou o momento daquele post pra deixar o viajante com água na boca... Quando fizemos o roteiro para Montevidéu e chegamos na hora da escolha dos restaurantes, ficou aquela pergunta: vamos comer barato ou vamos comer bem? Pesquisando na Internet e por meio de dicas de amigos, descobrimos que a capital uruguaia apresenta uma grande quantidade de restaurantes que podemos facilmente colocar entre os melhores do país – e por que não, da América Latina. Quer dizer, se vamos experimentar a tão comentada parrilla (o churrasco deles), vamos comer do melhor né? Resolvemos comer bem e demos sorte nas escolhas!

 Rara Avis: um dos mais chiques (e deliciosos) de Montevidéu!

Que tal um jantar romântico, num ambiente altamente chique situado em um prédio histórico, ao som de uma apresentação ao vivo de uma excelente pianista (que voz maravilhosa!) e, claro, com um bom vinho local e uma comida sem comentários? Parece cena de filme, mas não é. Foi o que encontramos no Rara Avis (Calle Buenos Aires, 652), restaurante anexo ao famoso Teatro Solís. Recomendamos que apareçam lá com a roupa mais chique que tiver na mala e disposto a ter um jantar de alto nível, com tudo que tem direito. O Rara Avis tem de tudo: desde a famosa parrilla até massas e frutos do mar. A carta de vinhos vem em um tablet, tudo muito chique!

 O visual do Rara Avis: poucas luzes sem escuridão, perfeito!

Nossas escolhas: um carpaccio de salmão com salada de folhas verdes, erva-doce e camarões (e que camarões!) grelhados de entrada, nhoque de batata recheado com salmão defumado e creme de camarão para a Grazi e um risotto de calamaretti, camarão e lulas com açafrão pra mim – tudo muito bem servido! Pra finalizar, um Oda a la Manzana, uma sobremesa com maçãs carameladas, molho de sidra e sorvete de creme. Conforme já comentamos em posts anteriores, os preços dos serviços no Uruguai são bem parecidos com o que encontramos no Rio de Janeiro, e a comida se inclui aí. Pra quem viaja low-cost, não é exatamente a melhor opção, mas pra quem não abre mão de uma boa cozinha, é obrigatório!

Música ao vivo! Que piano! Que voz!

Um pouco mais distante de Ciudad Vieja, no maravilhoso bairro de Punta Carretas, fomos em busca da famosa parrilla que não comemos no Rara Avis. Praticamente todos que perguntamos indicaram o Francis (Calle Luis de La Torre, 502), que fica bem próximo ao Shopping Punta Carretas, um dos principais da cidade. Um ambiente bem legal, com opção de mesas na calçada do restaurante, boa variedade de vinhos e, claro, especializado em carnes, como um bom restaurante uruguaio!

O Francis, em Punta Carretas: a melhor parrilla de Montevidéu!

Pra quem foi em busca da famosa parrilla, peça o Trio de Carnes: três diferentes cortes (baby-beef, picanha e matambrito, cada um com um molho diferente) servidos na chapa. Pra um amante de carnes como eu, até emocionou hehehe... Prato lindo e MUITO gostoso, no ponto perfeito que pedi, sensacional! Não tão chegada, a Grazi foi de Lenguado Relleno, em outras palavras, um peixe linguado recheado com mussarela, alcaparras e ervas finas, com molho de limão e frutos do mar – também um absurdo de bom! Os pratos são muito bem servidos, mas ainda deu tempo de finalizarmos com um fondant de chocolate com sorvete de maracujá. Ainda ganhamos, por conta da casa, uma prova de vinho uruguaio numa pequena taça. O atendimento foi espetacular e os garçons entendem algo de português, o que facilita na hora de pedir detalhes sobre os pratos. O Francis é bem mais em conta que o Rara Avis, até por que a proposta é outra, mas valeu muito a pena, principalmente pra quem vai atrás da tradicional carne uruguaia.

O Trio de Carnes do Francis: ESPETACULAR!!!!

Linguado Recheado: bem servido e bom demais!

Pra quem gosta de comer bem – no aspecto qualidade – Montevidéu é literalmente um prato cheio. O Rara Avis e o Francis são dois locais espetaculares, bem servidos, onde fomos muito bem atendidos e facilmente recomendamos pra todo mundo! Esse povo uruguaio sabe comer bem, hein! Fiquem ligados no próximo post, onde falaremos de uma visita guiada muito legal que fizemos, mais uma vez, pertinho do nosso hostel!

Partiu!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Montevidéu: Ciudad Vieja

E aí galera!

Como já cansamos de dizer nos posts anteriores, a grande vantagem de se hospedar nas proximidades da Plaza Independência, em Montevidéu – como fizemos ao ficarmos no Che Lagarto – é a possibilidade de explorar a capital uruguaia em curtos passeios a pé. E assim como qualquer cidade grande, existe aquela região com prédios mais antigos e grandes praças, que carregam vários anos de existência e muita história. Em Montevidéu, essa região é a chamada Ciudad Vieja (ou Cidade Antiga).

 Ciudad Vieja tem muito a oferecer!

Alguém sabe o que é uma peatonal? É uma palavra espanhola que representa ruas exclusivas para pedestres. Em Montevidéu, nas proximidades da Plaza Independência, existem duas Peatonais muito famosas: a Bacacay e a Sarandi. A Peatonal Sarandi, a principal delas, tem início bem de frente para a Puerta de La Ciudadela e, com sua calçada estrelada com nomes de famosos que já visitaram a rua, como Nelson Mandela, se estende até o mar, passando por diversos pontos importantes de Ciudad Vieja e oferecendo uma série de lojas e serviços, além das famosas feirinhas de rua.

Peatonal Sarandi, bem em frente a Puerta de La Ciudadela!

Pela Peatonal Sarandi, chegamos à Plaza Matriz ou Constitución, uma linda e arborizada praça onde se localiza a Basílica Metropolitana de Montevidéu. Estivemos por lá num sábado e estava rolando uma grande feira onde o pessoal vendia de tudo (nada que nos agradasse, é verdade hehe...). A praça, além da igreja, é rodeada de excelentes restaurantes, que te dão a opção de comer dentro do estabelecimento ou debaixo de toldos na própria praça, muito legal. Nós escolhemos o La Corte, bem ambientado e preço justo, gostamos bastante. Eles têm um esquema de prato executivo onde você tem quatro opções + sobremesa + bebida (água, refri, refresco ou uma taça de vinho) por 380 pesos uruguaios. Na Plaza Matriz existe também uma casa de câmbio, pra quem precisar de mais pesos. Passando pela Plaza Matriz, ande mais alguns metros para encontrar, lado a lado, lojas da Havanna – com seu famoso alfajor – e a sorveteria Freddo.

Plaza Constitución: muitas opções de restaurantes e feirinha!

A rua paralela à Peatonal Sarandí é a Calle Rincón, essa para carros. Seguindo por ela ainda é possível conhecer o Museu Histórico Nacional (funcionamento apenas de segunda a sexta, em horário comercial) e a Plaza Zabala, mais um ponto arborizado em meio de Ciudad Vieja. Lá há a opção do Urbani Pub pra quem quiser sentar e comer alguma coisa ou tomar uma cerveja.

Basílica Metropolitana de Montevidéu

Restaurante La Corte: tradicional parrilla uruguaia e preço justo!

Já a Peatonal Bacacay, que é a primeira transversal da Sarandi e vai até a frente do Teatro Solís, na Calle Buenos Aires, é uma rua bem menor que a Sarandi, mas também é bem charmosa: existem vários restaurantes e bares, com destaque para o Café Bacacay e o Panini’s que estava em nosso roteiro, mas não estava aberto para almoço no sábado, o que achamos estranho – foi até o motivo de termos almoçado no La Corte, na Plaza Constitución – entretanto é bem recomendado.

Passeando pela Peatonal Bacacay...

A segunda transversal da Peatonal Sarandí, paralela à Peatonal Bacacay, é a Calle Bartolomé Mitre. Essa é a rua boêmia de Ciudad Vieja: os bares e pubs, com mesas internas ou nas calçadas, tomam conta e ótimas opções não faltam. Os pontos mais famosos são o The Shannon Irish Pub, ElPony Pisador, Viejo Mitre e o El Bar Choperia, onde paramos pra tomar uma litrão de Pilsen (120 pesos uruguaios).

Tomando uma cervejinha uruguaia no El Bar...

Um passeio muito agradável, com muitas atrações e muitos bares e restaurantes. Tudo a pé – e não é nenhuma maratona! Reserve ao menos uma manhã ou uma tarde para conhecer Ciudad Vieja, por que vale muito a pena! Falamos muito de passeios, mas esse pessoal do Check-In não come? Fiquem ligados no próximo post, vamos mostrar um dos melhores restaurantes de Montevidéu!

Partiu!