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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Viena: Generali Arena

E aí galera!

Quem acompanha o Check-In, sabe que tem um tipo de passeio que sempre, mas sempre está presente em nossos roteiros. Estava em Viena, a capital mundial da música clássica, cheia de belezas, história... Visitei a Wiener Staatsoper, o Palácio de Schönbrunn, a Kärntner Strasse... Claro que ainda estava faltando um estádio de futebol nessa lista, né? Foi nesse vício que incluí uma visita à Generali Arena.

 A Generali Arena, a casa do Áustria Viena.

História

O Franz Horr Stadium, nome original do estádio que se tornou Generali Arena em 2011, foi construído em 1925, com capacidade para 10850 espectadores, como a casa do extinto clube amador SK Slovan Vienna. Em 1973, o estádio se tornou a casa oficial do popular clube SK Austria Wien, uma das maiores equipes da Áustria. Após algumas reformas, o estádio chegou até sua capacidade atual, com 13400 lugares. Está longe de ser o maior da Áustria, que é o Ernst-Happel-Stadion, estádio de propriedade da Federação Austríaca de Futebol, com 53 mil lugares, mas foi o escolhido por ter jogo marcado durante minha viagem.

A vista do gramado na Generali Arena.

Os Violetas, como são chamados o time e a torcida do FK Austria Wien (ou, aportuguesando, o Áustria Viena), são um dos maiores campeões do campeonato austríaco (assim como na Alemanha, também chamada de Bundesliga), com 27 títulos. Rivalizam em Viena com o Rapid Wien, sendo ambos os únicos clubes que jamais foram rebaixados no país. Nos últimos anos, as equipes de Viena tem perdido a hegemonia para o Red Bull Salzburg, campeão de seis dos últimos nove campeonatos nacionais.

Não manja nada? Cada cadeira do estádio tem um guia sobre o campeonato e a partida.

Hoje, o Áustria Viena está com um grande projeto de reforma do estádio, pretendendo aumentar sua capacidade para 17500 torcedores, além de uma grande modernização de todas as suas áreas.

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Como assistir a um jogo?

Eu não imaginava, mas o futebol é o esporte mais popular da Áustria, junto com alguns esportes de inverno como o esqui e o hockey no gelo. Mas talvez pela irregularidade de sua seleção ou pela falta de equipes mais fortes que despontem no cenário europeu, os estádios (mesmo pequenos) não costumam ficar lotados, menos, é claro, em dia de clássicos. Então eu não tive nenhum problema em chegar na Generali Arena aproximadamente uma hora antes do jogo e comprar meu ingresso calmamente na bilheteria. Há, claro, a opção de se comprar online pelos sites dos clubes envolvidos, mas a maioria deles está em alemão sem opção de tradução. Descobri o site Wien Ticket, com versão em inglês, que vende ingressos pra futebol e quaisquer outros eventos em Viena.

Os setores do estádio estão na imagem a seguir. Os preços normalmente variam entre EUR 13,00 e EUR 25,00, dependendo da localização. Atrás dos gols, normalmente são mais baratos, mas também são os setores onde ficam as torcidas organizadas, com o pessoal que canta e pula o tempo todo (o que até é recomendável, dependendo do frio). Mas resolvi ficar quietinho, sentadinho e curtindo o jogo. Comprei meu ingresso no setor Sektor F Oben por EUR 20,00, o que é bem caro em comparação aos estádios brasileiros, mas que mais tarde vim a descobrir que é um bom preço em relação a jogos de ligas europeias mais importantes, como a inglesa e a espanhola.

Setores da Generali Arena.

Assisti ao jogo Áustria Viena e Admira Wacker pela Bundesliga, com derrota do time da casa por 1-0 (rapaz, definitivamente eu não dou sorte pro dono dos estádios que eu visito) debaixo de muita chuva e frio, mas todos os lugares do estádio são cobertos, então não tive problemas com o clima. Foi divertido, mas ver um futebolzinho não é a única coisa que se pode fazer por lá.

Ihhh rapaz... Gol dos caras...

O que mais tem por lá?

Uma das coisas que mais curti na Generali Arena é que, mesmo sendo um estádio pequeno, ele oferece algumas alternativas pro torcedor se divertir, além do jogo. Como dono do estádio, o Áustria Viena construiu uma mega loja oficial com praticamente tudo dos Violetas: desde cachecóis, toalhas, casacos, gorros, garrafas e etc até as sempre procuradas camisas oficiais (incluindo algumas autografadas por todo elenco).

A loja oficial do Áustria Viena...

Além da loja, a Generali Arena possui o que eu considero um sonho de consumo nos estádios brasileiros: um mega restaurante/pub, todo estilizado com as cores do Áustria Viena. É uma maneira sensacional de fazer o torcedor chegar bem cedo ao estádio, diminuir a confusão nas bilheterias e, ainda por cima, manter o torcedor consumindo horas antes da partida, e não somente durante a mesma.

...o bar do estádio...

...e o nutritivo lanchinho antes do jogo!

Mesas de sinuca, telões transmitindo jogos e programas esportivos, janela com vista do gramado e, claro, muita cerveja ocupavam vários torcedores, tudo num clima bem família, com muitas crianças e idosos, nem sombra da tensão que passamos em muitos estádios no Brasil. Eu mesmo aproveitei e fiz meu lanchinho (nada saudável, é verdade) antes da partida. Se o jogo estiver uma verdadeira pelada, por que não visitar o bar, beber alguma coisa e assistir por um dos vários telões? É uma opção.

Como chegar

Esse item do post eu agradeço imensamente ao pessoal do Das Opernring Hotel, que me deu certinho o procedimento pra chegar lá. O estádio fica um pouco afastado do centro de Viena, então o metrô sozinho não conseguiria me levar até lá: eu teria que fazer uma baldeação e usar o tram, ou o sistema de bondes de Viena. Basicamente, a única diferença em relação ao metrô é que ele anda pelas ruas e não nas galerias subterrâneas, por que a praticidade e o conforto são os mesmos.

Saindo da estação Karlsplatz, pegue a linha U1 do metrô até a estação Reumannplatz. Logo na saída dessa estação, já há um ponto do tram (os bondes de Viena). Pegue o número 67 em direção a Per Albin Hanson Siedlung, saindo na estação Altes Landgut. Ali você já estará a poucos metros do estádio. Lendo assim é mais complicado do que parece, é de fato bem simples! Fatalmente você encontrará torcedores no transporte, e poderá até pedir informação pra eles. Ah, se você não estiver familiarizado com o metrô de Viena, confira nosso post sobre.


Curtiram o futebol em Viena? Nossa série na capital da Áustria está chegando ao fim, mas ainda temos mais dicas pra vocês! Fiquem ligados!

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Partiu!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Viena: Tour - Parte 2

E aí galera!

Gostaram da primeira parte do tour por Viena? Vi bastante coisa numa caminhada de quase 4 km, bem acessível. Agora, na segunda e última parte do tour, vamos mostrar alguns pontos que já se encontram um pouco mais longes uns dos outros, sendo necessário algumas vezes o uso do metrô (escrevemos sobre ele, lembram?), mas vou orientar vocês direitinho, não tem erro.

Viena ainda tinha muito mais pra mostrar!

Mais uma vez contei com a ilustríssima companhia da Letícia, do site Viva Viena, e de sua amiga Vanessa, que me aturaram durante todo passeio. Uma salva de palmas pra ambas, merecem.

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Karlskirche


O nome é enrolado, mas trata-se da Igreja de São Carlos. Ela fica na Karlplatz, praça que tem uma estação de metrô de mesmo nome. Se você está seguindo o roteiro da primeira parte desse tour, a forma mais rápida de chegar lá é pelo metrô mesmo. O lago e as estátuas da praça dão um visual de muita paz e muitas pessoas aproveitam pra descansar ou simplesmente deitar no gramado e ler um bom livro. Sobre a igreja em si, a Letícia escreveu um post bem completo sobre sua história, recomendo a leitura.

A Karlskirche e a Karlplatz

Como o site deles está em alemão apenas, segue as informações para visitação: Karlskirche está aberta de segunda a sábado (9h-18h) e domingos (12h-19h). O ingresso individual sai por EUR 8 e crianças até 10 anos não pagam.


Wiener Musikverein

Bem perto da Karlskirche está a Musikverein: uma tradicional sala de concertos em Viena. Sua principal sala, o Salão Dourado (Grosser Musikvereinssaal), é considerada uma das mais belas salas de concerto do mundo.

Wiener Musikverein

Existem tours guidados pela Wiener Musikverein, mas, assim como a Ópera de Viena, talvez a melhor forma de conhecer é indo em algum de seus concertos. Confira a agenda da casa e veja se algo te anima.

Graben

A Graben é uma das ruas mais famosas de Viena. Já falamos aqui no blog da Kärntner Strasse, outra rua movimentadíssima da cidade, lembram? Pois então: estas duas ruas se encontram na Stephansplatz, a praça onde fica a Catedral de São Estevão (Stephansdom). Na Graben, destaque para um enorme monumento erguido em comemoração ao fim da Grande Praga de Viena, em 1697, que estima-se ter matado 76 mil pessoas: a Pestsäule. A Igreja de São Pedro (Peterskirche) também pode ser visitada na Graben.

A Pestsäule, na Graben

Apenas em 1974 que Graben deixou de receber veículos e se tornou uma rua exclusiva para pedestres. Uma série de cafeterias, bares e restaurantes estão à disposição: sentar em um deles e ver o movimento da rua pode ser uma boa pra descansar do passeio. Se compras forem sua praia, a rua também oferece um monte de opções.


Wiener Riesenrad

Acho que todo mundo conhece ou já ouviu falar da London Eye, né? Provavelmente é uma das rodas gigantes mais famosas do mundo. Pois bem, Viena também tem sua roda gigante: a Wiener Riesenrad. Construída em 1897 e com quase 65 metros de altura, ela chegou a ser destruída por um incêndio, mas foi remontada e, até hoje, faz parte do cenário de vários filmes, inclusive americanos. Ela fica dentro de um parque de diversões, daqueles bem clássicos, muito legal. Vale a visita, mesmo que você não queira passear na roda gigante.

A entrada do parque...

...e a Wiener Riesenrad!

Confira no site do parque os horários de funcionamento e preços. Ah, você também pode comprar online seu ingresso (e assim evita perder tempo numa possível fila). Pra chegar lá, basta pegar o metrô pela linha U1 ou U2 até a estação Praterstern Bf.

Copa Cagrana

Ok, eu sei que mentalmente você leu "Copacabana". E não é à toa que os nomes se parecem tanto.

O Rio Danúbio é o principal rio da Áustria. Durante muito tempo, essa região de Viena cortada pelo rio sofria com sucessivas enchentes em épocas de chuva, com o aumento do nível d'água. Para evitar esses eventos, uma comprida ilha (21 km de comprimento) foi aterrada em parte do corpo hídrico, de forma a dividir o rio em canais e tornar possível controlar a vazão de água (vendo o mapa no fim do post, fica bem claro). Só que tal ilha acabou se tornando um point de lazer para os vieneses, que passaram a aproveitar suas praias. A mais famosa delas ganhou o nome de Copa Cagrana, numa junção dos nomes do bairro de Kagran, próximo da ilha, e a mais famosa praia brasileira. Que história!

 Rio Danúbio

Além da própria ilha, que inclusive se tornou palco do Danubio Island Festival, um dos principais festivais de música da Europa, e suas praias, uma das atrações de Copa Cagrana são seus bares e restaurantes, alguns deles flutuantes, numa região conhecida como Sunken City, que fica do outro lado da Ponte Cagrana. Um excelente lugar pra aproveitar o entardecer e tomar uma cervejinha austríaca.

A Ponte Cagrana

Copa Cagrana já é um ponto um pouco mais distante do centro de Viena, mas nenhum problema pra se chegar lá. A melhor forma, novamente, é pelo metrô linha U1 na estação Donauinsel. A estação fica exatamente sobre o Rio Danúbio, numa ponte.


E com esse post, finalizamos o tour por Viena! Mas não nossa série de posts! No próximo, vamos sair um pouco do convencional da cidade: fui explorar uma experiência que, bem, é a minha cara. Quem acompanha a gente vai sacar.

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Partiu!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Viena: Tour - Parte 1

E aí galera!

Em posts anteriores, destacamos alguns pontos de interesse em Viena: a Kärntner Strasse, a Wiener Staatsoper, o Palácio de Schönbrunn e o Palácio Belvedere. Foram atrações onde passei mais tempo e pude juntar informação suficiente pra vocês de forma a escrever um post bem informativo e com minhas impressões pra cada uma delas. Mas, como qualquer viagem a trabalho, o tempo pra curtir a cidade era curto e, por isso, acabei visitando muitas atrações de Viena meio que na correria, mas que mesmo assim acabei curtindo demais!

Vem com a gente pela primeira parte desse tour por Viena!

Seria injusto falar de Viena aqui no blog e não citar esses locais. Então, nessa primeira parte do meu tour pela capital austríaca, fiz um pequeno roteiro de 4 km de caminhada onde passei por vários pontos legais (confira o mapa no final do post). Ah, mais uma vez deixo meu "Danke" pra Letícia, do Viva Viena, e pra Vanessa, que foram minhas super guias nessa aventura. Vamos lá?

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Albertina

Começando o tour pela Ópera de Viena, bem perto do prédio, está um dos principais museus de arte de Viena, com quase 240 anos de história. É comum que o Albertina exponha obras de pintores lendários, como Monet e Picasso. Pra se ter uma noção, entrei no site deles agorinha e a exposição do momento é do artista norueguês Edvard Munch. Você pode não ter reconhecido pelo nome, mas com certeza já viu uma de suas principais obras: "O Grito", de 1893. Além do próprio Albertina, bem a sua frente, há um interessante monumento que faz referência à Segunda Guerra Mundial.

Albertina, nossa primeira parada!

Os horários de funcionamento e preços do Albertina podem ser conferidos AQUI.


Burggarten

O Burggarten, como sugere o nome, foi o jardim privado dos Habsburgo até o final do império na Áustria, em 1918, quando finalmente foi aberto ao público. Um dos destaques do Burggarten, e com certeza o mais fotografado, é o Jardim de Mozart, com uma estátua do músico local.

O Jardim de Mozart...

...e o Palmenhaus.

Além desse jardim, outro ponto interessante do Burggarten é a Palmenhaus, uma casa muito similar a uma estufa que abriga um jardim de plantas tropicais, além de um café. Parte do Palmenhaus ainda contempla o mariposário do Burggarten: o Schmetterlinghaus. Horários de funcionamento e preços podem ser encontrados nos sites de cada atração.


Österreichische Nationalbibliothek

É a Biblioteca Nacional da Áustria. Erguido em 1735, o prédio faz parte do complexo do Palácio de Hofburg e disponibiliza cerca de 200 mil volumes para os vieneses. Não chegamos a entrar no prédio, mas se for de interesse, os preços e horários estão disponíveis no site oficial da biblioteca.

A Biblioteca Nacional.


Palácio de Hofburg

Inaugurado em 1279, o Palácio de Hofburg é o mais importante de Viena. Diferente de Schönbrunn e o Belvedere, idealizados como palácios de lazer da família imperial, Hofburg era a sede do Império Austro-húngaro, onde realmente as decisões do império aconteciam. Diversas construções, incluindo o Burggarten, fazem parte do complexo. O Neue Burg (ou o Novo Castelo) foi parte da expansão do Hofburg no início do século XX. Foi nele onde Adolf Hitler fez seu discurso e declarou a Áustria como parte de seu império, história que os austríacos não gostam que seja lembrada. De frente para o imponente palácio, a Heldenplatz, uma enorme praça com estátuas de diversas figuras históricas da Áustria e jardins impecavelmente bem cuidados. O Burgtor, o portão do Palácio, também é um atrativo de Hofburg.

O imponente Neue Burg de Hofburg!

Hoje o Hofburg, além de sede do governo austríaco, também oferece alguns museus em seus aposentos abertos para visitação, como por exemplo os Kaiserappartements (os aposentos reais), o Museu Sissi e a Silberkammer (ou Câmara de Prata), uma enorme coleção de prataria da época.

O Burgtor, portão do Palácio!

Confira o site de Hofburg para verificar horários de funcionamento e preços dos ingressos e tours disponíveis. Passe pelo Burgtor e vamos para nossa próxima parada...


Maria-Theresien-Platz

A Maria-Theresien-Platz poderia ser apenas mais uma praça de Viena recheada de verde e estátuas lindas. Mas não é só isso. Nos dois lados da praça, estão os "museus gêmeos" de Viena. O Museu de História Natural e o Museu de História da Arte, com fachadas quase idênticas (descubra quais detalhes os diferenciam!), estão um de frente pro outro, num cenário no mínimo curioso! No meio da praça, uma enorme estátua da Imperatriz Maria Tereza atrai as lentes de todos os visitantes.

O Museu de História Natural (ou seria da Arte?).

Confira os sites dos museus para horários de funcionamento e preços dos ingressos.


Museumsquartier

O Museumsquartier, também conhecido como MQ, é um grande espaço no 7º Distrito de Viena que agrega um conjunto de grandes museus. Um verdadeiro quarteirão com diversas opções artísticas para vieneses e visitantes.

O MUMOK e a praça, com uma exposição a céu aberto.

Dentre os museus da MQ, destacamos:
  • MUMOK: o Museu de Arte Moderna (confira com cuidado a fachada do prédio e encontre algumas surpresas...);
  • Leopold Museum: museu modernista e expressionista com obras vienesas;
  • AzW: o Museu de Arquitetura
  • Halle E+G: espaço para apresentações musicais, danças e teatrais;
  • Q21 International: exposições internacionais em geral;
  • ZOOM Kindermuseum: museu para crianças;
  • entre outros...
Confira o site do MQ para acompanhar tudo que estará rolando por lá quando você estiver em Viena. Mesmo durante o dia, algumas exposições legais ocorrem ao ar livre, bem legal.


Parlament

Como sugere o nome, trata-se do Parlamento da República da Áustria. O prédio, por si só, é lindo demais: lembra muito as construções gregas (pra quem assistia a Cavaleiros do Zodíaco, parece até uma as 12 Casas hehehe... Como se não bastasse a arquitetura, uma estátua da deusa Atena está bem em frente ao prédio), com suas enormes pilastras e uma longa escadaria, que mesmo sem entrar no prédio, te dá uma bela vista do Volksgarten, o parque que fica bem em frente.

O Parlamento Austríaco (com cara de grego).

Não chegamos a explorar seu interior, mas há uma série de tours disponíveis pra quem quiser aprender mais sobre como funciona a casa.


Universität Wien

Tudo bem, você está de férias e quer distância do trabalho e do estudo. O que fazer na Universidade de Viena? Bom, pra começar, o prédio é muito bonito. Suas paredes laterais possuem murais absurdamente detalhados, parece que foram pintados ontem! Ah, por ser uma universidade pública, a entrada é franca e livre. Pois bem, por dentro ela também é fantástica, com um lindo pátio arborizado, onde os estudantes relaxam e estudam, tudo num silêncio de muito respeito (bem diferente das histéricas partidas de truco e sueca da minha faculdade, mas deixa quieto).

A Universidade de Viena...

Nesse pátio, bustos de alguns dos ex-alunos: Adam Politzer, Erwin Schrödinger (aquele do gato na caixa, quem assiste The Big Bang Theory sabe quem é), Christian Doppler, Sigmund Freud, entre outros que fizeram diferença na história da humanidade. Sensacional! A Universidade de Viena é tão visitada que ela até oferece tours para seus visitantes, confira o site oficial deles para horários e preços.

...e alguns dos alunos e professores famosos!

E, a seguir, o caminho dessa parte do tour:


Essa foi nossa primeira parte do tour por Viena. Tentei colocar as atrações numa ordem lógica, mas sintam-se livres pra mudar ou pular qualquer coisa. Essa caminhada rendeu, hein? Aproveite e busque um dos inúmeros bares ou cafeterias da cidade e relaxe. Ah, claro, e continuem acompanhando a gente pra segunda parte do passeio e muito mais!

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Partiu!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Viena: Palácio Belvedere

E aí, galera!

No nosso último post, mostramos o lindo Palácio Schönbrunn e seus jardins, fontes e atrações, que fazem de lá um dos pontos mais visitados de Viena e um símbolo da cidade. Mas o Palácio Schönbrunn não é o único palácio de destaque na cidade. Conheça o Schloss Belvedere, ou o Palácio Belvedere.

Oberes (ou Alto) Belvedere.

Como quase tudo em Viena, o Belvedere também tem uma história por trás de seus palácios e jardins. Senta que lá vem história!

História

Assim como Schönbrunn, Belvedere também foi construído para ser uma casa de veraneio, no caso do príncipe Eugênio de Saboia, que, apesar de francês de nascimento, viveu a maior parte de sua vida em Viena, a serviço dos Habsburgo, família que governou a Áustria por muito tempo.

Belvedere é reconhecidamente um dos palácios de estilo barroco mais bonitos do mundo. Basicamente, o complexo é composto por dois palácios principais, separados por um enorme e lindo jardim: o Unteres Belvedere (Baixo Belvedere) e o Oberes Belvedere (Alto Belvedere). O primeiro era, de fato, a moradia real, com seus quartos e salões. O segundo, mais utilizado para grandes eventos, foi nada menos que o local de assinatura do tratado que formou a República da Áustria como conhecemos hoje.

 Os jardins e, ao fundo, Unteres Belvedere.

Entretanto, a propriedade acabou sendo vendida para Maria Teresa (a mesma de Schönbrunn), que foi quem batizou o local como Belvedere (em italiano, Bela Vista). Bom, ela tinha razão!

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O que tem por lá?

Apesar dos lindos palácios e jardins, grande parte da beleza do Belvedere está dentro de suas construções: um verdadeiro tsunami de exposições de arte de todo tipo, desde estátuas até pinturas. E, claro, a própria arquitetura interna dos palácios é maravilhosa. Podemos citar:

  • Coleção de Gustav Klimt: No Alto Belvedere, está localizada a maior coleção no mundo do artista Gustav Klimt, um famoso pintor austríaco conhecido principalmente por sua obra O beijo, de 1908. Aliás, suas obras quase sempre incluíam elementos eróticos ou sensuais, o que o tornou alvo de muitas críticas na época.

Os fundos do Alto Belvedere
  • Orangery Garden: Assim como em Schönbrunn, o Belvedere também tem seu próprio jardim de laranjeiras. Por serem árvores muito sensíveis ao frio, eram mantidas em pequenos edifícios que atuavam como estufas. Mas claro, eram construídas com aquele estilo barroco da época.
  • Estábulos do Palácio: Como o nome sugere, é o prédio onde viviam os cavalos da família real. Entretanto, hoje o prédio abriga uma enorme coleção de artigos de arte, a maioria deles de cunho religioso.

O Estábulo do Palácio: até lá virou museu! Foto: Mademoiselle Voyage.

  • Spitzhof: Esta parte do Baixo Belvedere, que hoje abriga mais uma mostra de arte, era um pequeno estábulo onde os cavalos reais recebiam suas ferraduras. Parte dessa instalação foi mantida como antigamente.
  • Atelier Hebert Boeckl: Hebert Boeckl foi um pintor expressionista austríaco de muito sucesso em toda Europa - tanto que uma das atrações do Belvedere leva seu nome e apresenta sua vida e seu trabalho. Além de artista, foi coronel na Primeira Guerra Mundial.
  • Jardins de Belvedere: além das estátuas, o próprio jardim é uma obra de arte. A diversidade de cores e a perfeição dos desenhos é incrível!

Os jardins do Belvedere são uma obra de arte

Arte não é muito minha praia, e também cheguei no Belvedere já no final do dia, então não cheguei a comprar ingresso para visitar as galerias e os palácios. Mas depois, vendo fotos do interior dos mesmos, me arrependi: pelo menos os palácios eu deveria ter entrado. Bom, fica pra próxima!


Como visitar

O Alto e o Baixo Belvedere's, e o Orangery Garden, funcionam diariamente, das 10h até as 18h. Entretanto, nas quartas-feiras, o Baixo Belvedere fica aberto até as 21h. Os estábulos do Palácio, o Palácio de Inverno e o 21er Haus (estes dois anexos ao complexo) também tem seus próprios horários de funcionamento, que podem ser conferidos no site oficial do Belvedere.

As entradas podem ser compradas online ou no local.

Mesmo que não curta galerias de arte, visitar o Belvedere vale a pena!


Como chegar

As estações de metrô mais próximas são a Taubstummengasse (linha U1), Karlsplatz (U1/U2/U4) e Stadtpark (U4), mas em todas elas você precisará caminhar um pouco, nada demais. Se tiver dúvidas de como usar o metrô de Viena, confira nosso post sobre o assunto. Várias estações de bonde (tram) estão ao longo do perímetro do complexo Belvedere: Gusshausstrasse, Plösslgasse, Quartier Belvedere, Fasangasse, Am Heumarkt e Unteres Belvedere. Pra quem preferir uma caminhada, Belvedere fica a aproximadamente 2 km da Ópera de Viena, nenhum absurdo pra se andar, ainda mais se o clima estiver mais ameno.


Continuem acompanhando a gente! Nos próximos dois posts, vou mostrar uma série de atrações de Viena que visitei no pouco tempo que tive, mas que são pontos de interesse na cidade. Pois é, mesmo um pouco corrido, é tanta coisa que tive que dividir em dois textos!

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Partiu!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Viena: Palácio de Schönbrunn

E aí galera!

A Wiener Staatsoper, sem dúvidas, é um dos principais pontos de Viena, a cara da cidade. Mas o tema do post de hoje também leva o mesmo status da maior casa de ópera da Áustria. Misturando a classe de um verdadeiro tesouro da arquitetura barroca com a beleza natural de um enorme bosque florido, outro passeio mandatório na capital austríaca é o Palácio de Schönbrunn.

 Bem-vindos ao Palácio de Schönbrunn!

Difícil falar da importância do Palácio de Schönbrunn sem falarmos de história, então vamos a um pequeno resumo de como tudo começou.


História

Construído em 1713, o Palácio de Schönbrunn foi a residência de verão do império austríaco, na época sob a regência da família Habsburg, uma nobre dinastia que governou a Áustria, em sua época de império, por quase 700 anos. Além da Áustria, os Habsburg tiveram poder em países como Espanha, França, Alemanha, Portugal e até mesmo México.

Fachada frontal do Palácio

O complexo, com seus 160 hectares (mais ou menos 150 campos de futebol), se tornou de propriedade dos Habsburg em 1569, quando abrigava apenas uma casa, alguns jardins e uma fonte. Aliás, esta fonte é a responsável pelo nome do palácio que viria a ser erguido anos depois (schöne brunnen, do alemão, bela fonte). O complexo de Schönbrunn passou por épocas difíceis, quanto o império austro-húngaro sofreu com ofensivas estrangeiras, principalmente no entorno de Viena. Foi quando o imperador Carlos VI presenteou sua filha Maria Theresa com a propriedade. Desde então, um grande trabalho de remodelagem foi iniciado, incluindo a construção do palácio, que se tornou a residência de verão dos Habsburg.

 Mapa de todo complexo de Schönbrunn. Foto: Site Oficial.

Após a morte de Maria Theresa, a propriedade voltou a ser abandonada por algum tempo. No início do século XIX, quando Viena estava tomada pela França, Napoleão Bonaparte e grande parte da comitiva francesa chegaram a se alojar no Palácio. Ah, a princesa Leopoldina de Habsburg, que mais tarde de casaria com Dom Pedro I (sim, ele mesmo), também morou nos aposentos do palácio. Já dá pra notar que Schönbrunn é um pouco mais do que só um palácio bonito, né? Aquelas paredes viram muita história!

Entretanto, em 1918, com o fim da guerra e a queda do império austro-húngaro, tanto o palácio quanto o zoológico se tornaram propriedade da nova República da Áustria. Ambos, juntamente com o parque, foram declarados Patrimônio Cultural da Humanidade em 1996.


O que tem por lá?

O complexo do Palácio de Schönbrunn abrange, entre outras, as seguintes atrações:
  • Palácio de Schönbrunn (Schloss Schönbrunn)
O Palácio de Schönbrunn possui humildes 1440 (!!!) aposentos, sendo que 40 deles podem ser visitados pelo tour disponível para visitantes. Nesta parte do site oficial, é possível saber mais sobre cada um dos cômodos, mas nada como conferir ao vivo, né? O audio tour está disponível em 21 línguas, incluindo o português. É possível baixar o folder AQUI. Para outras línguas, o site oficial oferece links do MP3 e também download via iTunes.

  • Parque (Schlosspark)
Tão ou mais lindos do que o próprio palácio são os jardins de Schönbrunn. Dá pra passar o dia todo passeando pelos jardins. Muitos visitantes simplesmente arrumam um cantinho, puxam uma toalha e relaxam, lendo um bom livro ou fazendo piqueniques com a família e amigos. Dava pra encher esse post de fotos lindas, mas deixo o resto com vocês.

Um pouco dos enormes jardins de Schönbrunn.

  • Orangery Garden (Orangeriegarten)
Dentres os diversos e mais diferentes jardins em Schönbrunn, o Orangeriegarten é um dos mais famosos. Logo à esquerda da frente do Palácio, um enorme jardim de laranjeiras. A casa de estufa que abriga as árvores possui quase 2 mil metros quadrados, sendo a única estufa desse tipo maior situada na França. A estufa se faz necessária, para que as laranjeiras suportem o rigoroso inverno europeu. Além deste fim, o Orangeriegarten também é palco de eventos e festas ao longo do ano.

O jardim de laranjeiras de Schönbrunn. Foto: Wien.info.

  • Labirinto (Irrgarten)
Tradicionais nos países germânicos, os jardins em forma de labirinto são sempre uma diversão a mais (já tínhamos visitado um na cidade gaúcha de Nova Petrópolis). O labirinto de Schönbrunn tem 1715 metros quadrados e tenta reproduzir o desenho original do jardim, que é de 1698. Vencendo o labirinto, uma série de jogos e atividades estão disponíveis para visitantes de todas as idades, como jogos de espelhos e outros que te fazem raciocinar um pouco. Bem divertido!

Chegando no labirinto...

...e uma vista das atividades, bem legal! Foto: Stadt Bekannt.

  • Fonte de Netuno (Neptunbrunnen) e o Gloriette.
Após os jardins ao fundo do Palácio e aos pés da colina, está a maior fonte do complexo de Schönbrunn: a Fonte de Netuno. Inaugurada em 1780, a fonte e suas estátuas do deus Netuno lembram muito as obras de arte italianas. Alguns patinhos garantem a diversão da criançada.

A Fonte de Netuno...

Subindo a colina que está atrás da Fonte de Netuno (sofremos um pouquinho por que pegamos um dia bem quente, mas é bem tranquila), chegamos no Gloriette, uma linda construção de frente a um pequeno lago, que além de prover uma linda vista aérea de todo parque, ainda oferece um pequeno café, o Café Gloriette. É pedir uma bebida (quente ou gelada, dependendo do clima) e descansar a caminhada da subida curtindo a vista.

...e o Gloriette.

O Tiergarten Schönbrunn é simplesmente o jardim zoológico mais antigo do mundo, de 1752! São 17 hectares com as mais diversas espécies, tudo impecavelmente bem cuidado. São mais de 700 espécies, incluindo animais em risco de extinção que são levados justamente para Viena justamente para serem tratados e salvos.

Não chegamos a visitar, mas depois vi as fotos e me arrependi amargamente! O parque é lindo, os bichos super saudáveis (até pandas estão sendo tratados por lá) e tem uma série de atividades. Apesar de estar dentro do complexo de Schönbrunn, o Tiergarten tem seu próprio esquema de horários e ingressos, que explico adiante nesse post.

As atrações de Schönbrunn não se limitam a estes: há um Jardim Botânico, outros diversos jardins, enfim, passar um dia inteiro por lá, explorando tudo, é uma ótima ideia se você tiver tempo para tal.

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Como visitar

Cada atração do complexo do Palácio de Schönbrunn funciona diariamente, inclusive em feriados, mas cada uma tem seu horário. Para o palácio propriamente dito, os horários dependem do mês de visitação. A entrada é permitida até no máximo meia hora antes do horário de fechamento!
  • Novembro a Março: 8h30 até 17h;
  • Abril a Junho / Setembro a Outubro: 8h30 até 17h30;
  • Julho a Agosto: 8h30 até 18h30.
Para os horários do parque, do jardim, do labirinto e da fonte, confira o site oficial do Palácio de Schönbrunn. Já o Tiergarten Schönbrunn possui seu próprio site, confira os horários aqui.

A vista lá do alto da colina: o palácio e Viena ao fundo.

Os ingressos podem ser comprados na hora, na bilheteria local, ou pelo site oficial. Existem três diferentes tickets, que dão direito a diferentes tours. O mais barato sai por EUR 12,90. Confira.

Para visitar o Tiergarten Schönbrunn, os ingressos para adultos custam EUR 16,50. Se a compra for feita online, você economiza um euro, fora o fato de não pegar filas. Crianças até 6 anos não pagam e de 7 até 18, a entrada sai por EUR 8,00.


Como chegar

O  Palácio de Schönbrunn é mais um local de interesse em Viena plenamente atendido pelo metrô: a estação Schönbrunn te deixa na cara do gol e é a maneira mais rápida e segura. Para saber mais sobre o metrô vienense, relembre nosso post sobre o assunto.

Mais uma vez agradecendo muito a Letícia, do Viva Viena e a Vanessa por terem me acompanhado pelo passeio e também me apresentado alguns amigos, figuraças! Viajar já é ótimo, fazendo amigos então... Valeu demais!

Amigos em Viena!


Confira algumas fotos da nossa viagem: sigam nosso Instagram e também nosso Twitter e busquem pela hashtag #CheckInEmViena! Estão curtindo a série de posts? Comenta ai!

Partiu!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Viena: Wiener Staatsoper, a Ópera de Viena

E aí galera!

Nosso último post, sobre a Kärntner Strasse, mostrou QUASE tudo sobre a rua mais agitada de Viena. Começamos desde a Stephansplatz, onde fica a Stephansdom, a Catedral de Viena, mostramos suas opções de diversão, compras e alimentação, mas deixamos o que talvez seja o programa mais imperdível da cidade pra esse post. Afinal, numa cidade que respira música clássica, a Wiener Staatsoper, ou a Ópera de Viena, merece um post só pra ela!

 Com vocês, a Ópera de Viena!

História

A Wiener Staatsoper começou a ser construída em 1861, com o objetivo de ser a primeira casa de ópera da capital austríaca, sendo inaugurada em 1869. Hoje, ela ainda abriga a Filarmônica de Viena, que produz cerca de 50 espetáculos por ano! Ela se localiza na Opernring 2 (sim, pertíssimo do Das Opernring Hotel, onde me hospedei), coladinha com a estação de metrô Karlsplatz (confira esse post e saiba como utilizar o metrô vienense).

O primeiro espetáculo da Ópera de Viena foi justamente do maior músico clássico da Áustria e um dos principais nomes do gênero no mundo: Wolfgang Amadeus Mozart (na época já falecido), com a ópera Don Giovanni, de 1787. Durante a II Guerra Mundial, o prédio sofreu um ataque mas acabou reconstruído para sua arquitetura original e reinaugurado com o espetáculo de mais uma lenda da música clássica: Ludwig Van Beethoven (que apesar de alemão, viveu e morreu em Viena), com a ópera Fidelio.

O prédio da Wiener Staatsoper é lindo!

Apesar de um estilo musical de origem italiana, a cidade de Viena respira ópera. E está longe de ser um programa para turistas: diferentemente do que notamos quando assistimos a um show de tango em Buenos Aires, onde a maioria da platéia era composta de estrangeiros, em Viena, grande parte dos presentes no espetáculo que presenciei se tratava de famílias locais. Ou seja: era uma típica noite de ópera vienesa!

Ah, quer saber como se vestir para uma noite de ópera em Viena? A Letícia, do sensacional Viva Viena, escreveu um post só sobre isso e pode falar melhor sobre o assunto do que eu. Confira AQUI.

 As calçadas de Viena são repletas de grandes nomes da música clássica.

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Como comprar

Primeiramente, sua missão é escolher o que quer assistir. Para isso, confira o calendário no site da Wiener Staatsoper. Há apresentações de matinê (mais cedo), balé e, claro, óperas. Escolhido o espetáculo, os ingressos podem ser adquiridos pelo próprio site, com vendedores de rua (estão aos montes, vestidos à caráter nos arredores da Ópera de Viena) ou na bilheteria que se encontra no próprio prédio.

Os preços dependem da sua localização, podendo variar de pouco mais de EUR 10 até EUR 200. Eu não tinha muita certeza se iria curtir a ópera (que dura mais ou menos 1h30), então fiquei bem inclinado a comprar o ingresso mais barato que conseguisse.

Os lugares na Ópera: a "geral" é chamada de Stehplatz.

Lembram da antiga "geral" do Maracanã? Era aquele setor popular, onde o torcedor pagava algo em torno de R$1 e assistia ao jogo de pé. Pois é, a Wiener Staatsoper também tem a sua "geral" (meu Deus, esculhambei a Ópera de Viena) chamada Stehplatz (são os lugares mais ao fundo, veja no mapa). Por uma bagatela de EUR 3, você pode passar pela experiência de conhecer a Ópera de Viena! São ingressos limitados, que começam a ser vendidos uma hora e meia antes do espetáculo, no guichê localizado na Operngrasse. Aconselho chegar na fila, por garantia, duas horas antes do espetáculo: eles se esgotam rapidamente e os lugares não são marcados: quem chegar primeiro, senta melhor! O guichê fica dentro do prédio, e o acesso é uma porta simples. Foi tudo bem rápido.

Se três euros ainda forem demais e sua vontade de ver como é uma ópera não for tão grande assim, em alguns meses do ano, a Wiener Staatsoper instala um telão virado para a Karntner Strasse e transmite o espetáculo ao vivo! Cheguei a ver o telão e já tinha bastante gente esperando o início do show.

Ópera para todos!

Peguei a fila, comprei meu ingresso e já entrei no prédio! Mas ainda faltavam uma hora e meia pro espetáculo, eu não poderia voltar para o hotel e descansar, ou comer alguma coisa? Poderia, mas antes eu tinha que marcar meu lugar...

Marcando seu lugar

Foi bem curioso. Saí do meu curso direto pra fila. Agora lá estava eu, brasileirão, com meu terno esperto, mochila nas costas e, por sorte e por causa do frio, com meu cachecol (que era do Flamengo, mas isso não vem ao caso), dentro da Ópera de Viena. Segui o fluxo após comprar meu ingresso, subi alguns lances de escada, já encantado pela beleza do prédio, que parecia um verdadeiro palácio. Então cheguei na "geral" da Ópera: duas fileiras onde os espectadores assistiriam ao espetáculo de pé. Sem cadeira nem nada: só o corrimão com a tela de tradução e só. Como eu marcaria meu lugar?

 Marcando meu lugar com o cachecol...

Lembram do cachecol? Pois é, era com ele que eu marcaria meu lugar: educadamente, as pessoas amarravam seus cachecóis no corrimão. Com a maior naturalidade do mundo, simplesmente abandonavam as peças por lá e iam fazer outra coisa até a hora do espetáculo. E eu, esquecendo que estava em Viena, preocupadíssimo com a integridade do meu cachecol, que obviamente estava lá quando eu voltei, intocável. Conversando com as pessoas por lá, me disseram que é uma tradição. Sendo assim, faça chuva ou faça sol, leve o seu cachecol! Fui instruído a voltar pelo menos 20 minutos antes do espetáculo começar. Aproveitei o tempo, voltei pro hotel, descansei um pouco e tirei muitas fotos do prédio por dentro.

O interior da Ópera de Viena...

...que, claro, oferece uma cafeteria para a platéia.

A ópera

As fotos não são permitidas, mesmo sem flash, durante o espetáculo. Olha, pra quem achava que não ficaria o tempo todo por não curtir muito música clássica, saí maravilhado do espetáculo La Cenerentola, do italiano Gioachino Rossini, que foi uma ópera bufa (com um perfil de comédia) baseada no conto de Cinderela, mas num cenário de uma típica família italiana. Foi divertidíssimo, uma experiência única, fiquei até o último segundo! Recomendo pra todo mundo. Visitar Viena e não ir para a Ópera deixará sua viagem incompleta, com toda certeza!

A vista do meu lugar.


No próximo post, mais de Viena! Vamos sair do centro de Viena e visitar um outro cartão postal da cidade que é simplesmente imperdível! Fiquem com a gente!

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Partiu!